Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.
Assunto e questão jurídica conforme a ementa oficial
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. JUSTA CAUSA. INÉPCIA DA INICIAL. QUEIXA-CRIME. REQUISITOS DO ART. 41 DO CPP. ATIPICIDADE DA CONDUTA E FRAGILIDADE PROBATÓRIA. QUESTÕES DE MÉRITO. ANÁLISE MAIS ADEQUADA NO CURSO DA INSTRUÇÃO PROCESSUAL. SÚMULA 182/STJ. AGRAVO DESPROVIDO. I - Nos termos da jurisprudência consolidada nesta Corte Superior, cumpre ao agravante impugnar especificamente os fundamentos estabelecidos na decisão agravada. II - Assente que "o trancamento da ação penal em sede de habeas corpus é medida excepcional, somente se justificando se demonstrada, inequivocamente, a ausência de aut…
Ementa
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS.
TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. JUSTA CAUSA. INÉPCIA DA INICIAL.
QUEIXA-CRIME. REQUISITOS DO ART. 41 DO CPP. ATIPICIDADE DA CONDUTA E
FRAGILIDADE PROBATÓRIA. QUESTÕES DE MÉRITO. ANÁLISE MAIS ADEQUADA
NO CURSO DA INSTRUÇÃO PROCESSUAL. SÚMULA 182/STJ. AGRAVO DESPROVIDO.
I - Nos termos da jurisprudência consolidada nesta Corte Superior,
cumpre ao agravante impugnar especificamente os fundamentos
estabelecidos na decisão agravada.
II - Assente que "o trancamento da ação penal em sede de habeas
corpus é medida excepcional, somente se justificando se demonstrada,
inequivocamente, a ausência de autoria ou materialidade, a
atipicidade da conduta, a absoluta falta de provas, a ocorrência de
causa extintiva da punibilidade ou a violação dos requisitos legais
exigidos para a exordial acusatória, o que não se verificou na
espécie" (HC n. 359.990/SP, Sexta Turma, Relª. Minª. Maria Thereza
de Assis Moura, DJe de 16/9/2016).
III - No caso concreto, há indícios mínimos necessários para a
persecução penal, pois a narrativa constante da inicial acusatória,
uma queixa-crime, asseverou estar presente a justa causa à ação
penal, de forma também a cumprir os requisitos do art. 41 do Código
de Processo Penal, não sendo, portanto, o caso de trancamento
prematuro da ação penal.
IV - In casu, a r. queixa-crime de fls. 31-47 bem descreveu a data e
o local dos fatos, assim como a qualificação do agravante, de forma
a imputá-lo como supostamente incurso nos crimes dos arts. 139, 140
e 141, III, c/c art. 29, todos do Código Penal.
V - Como destacado na decisão aqui agravada, a queixa-crime menciona
que o agravante teria: "(...) dentro dos Processos
0000143-97.2017.8.04.4401 e 0000146- 52.2017.8.04.4401, (...) onde
advoga como patrono, tomou condutas antiéticas e criminosas dentro
dos autos citados (...) o patrono desferiu acusações infundadas
contra o AUTOR ora DENUNCIANTE (...) ferindo o dever de urbanidade e
respeito que deve ser dado as partes artigo 33 do Código de Ética.
O patrono deixou a tecnicidade de lado em sua peça contestativa e
passou a desferir agressões pessoais como 'tese' de defesa" (fls.
31-47).
VI - Sobre as prováveis ofensas, a queixa-crime descreve: "(...) já
não é novidade que o autor vive utilizado do meio jurídico buscando
indenização por danos morais, não é primeira e nem será a última,
basta pesquisar no PROJUDI, às várias ações que o autor entra
alegando estórias sem um mínimo de coerência com a realidade (...) o
autor não conhecimentos, mínimos que sejam para enfrentar um fato
praticado pelo réu no ano passado (...) artimanha do autor para
ludibriar o leitor da petição inicial (...) tenta se fazer de
vítima, quando, na verdade, é ele quem está intentando iludir este
Douto Juízo, distorcendo descaradamente a verdade com a alegação
mentirosa que fundamenta seu pedido (...) o autor atua de forma
temerária, infundado em diversas aventuras jurídicas (...) está
mesmo imbuído de má- fé (...) poder judiciário, que tem coisas bem
mais importantes do que perder tempo com futricas de pessoas
desequilibradas como o autor (...)" (fls. 31-47).
VII - De qualquer forma, tais questões apresentadas pela d. Defesa
do agravante disseram respeito diretamente ao mérito da ação penal e
serão analisadas em seu tempo, após profundo exame do acervo
probatório durante a instrução.
VIII - No mais, a d. Defesa limitou-se a reprisar os argumentos do
recurso ordinário em habeas corpus, o que atrai a Súmula n. 182
desta eg. Corte Superior de Justiça, segundo a qual é inviável o
agravo regimental que não impugna especificamente os fundamentos da
decisão agravada.
Agravo regimental desprovido.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao
agravo regimental.
Os Srs. Ministros João Otávio de Noronha, Reynaldo Soares da
Fonseca, Ribeiro Dantas e Joel Ilan Paciornik votaram com o Sr.
Ministro Relator.
Jurisprudência citada no registro do STJ
(HABEAS CORPUS - TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL - EXCEPCIONALIDADE)
STJ - <<HC 359990>>-SP,
<<RHC 87376>>-RN
STF - [[HC 115730]]-ES,
[[HC 108168]]-PE,
[[HC 115116]]-RJ
(TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL - INÉPCIA DA DENÚNCIA - REQUISITOS DO
ART. 41 DO CPP PREENCHIDOS)
STJ - <<HC 423879>>-SP,
<<RHC 50263>>-SC,
<<RHC 84444>>-RJ
(HABEAS CORPUS - MÉRITO DA AÇÃO PENAL - VIA INADEQUADA)
STJ - <<RHC 92534>>-SP
(HABEAS CORPUS - SÚMULA 182/STJ)
STJ - <<AgRg no HC 429525>>-SP,
<<AgRg no HC 439588>>-SP
Súmulas mencionadas no registro
Referências legislativas textuais na fonte
- LEG:FED SUM:****** ANO:****
***** SUM(STJ) SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
SUM:000182
- LEG:FED DEL:003689 ANO:1941
***** CPP-41 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL
ART:00041
Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.