Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.
DIREITO PROCESSUAL PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CRIME DE RESPONSABILIDADE. TRANCAMENTO DE AÇÃO PENAL. ABSOLVIÇÃO EM AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS. 1. A independência entre as esferas administrativa, cível (improbidade) e penal impede, como regra, que a absolvição em ação de improbidade administrativa vincule o juízo criminal. 2. A denúncia oferecida na ação penal atendeu aos requisitos do art. 41 do Código de Processo Penal, descrevendo de forma clara e objetiva os fatos, suas circunstâncias, a qualificação do acusado e a classificação jurídica, possibilitando o pleno exercício da defesa e reve…
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CRIME
DE RESPONSABILIDADE. TRANCAMENTO DE AÇÃO PENAL. ABSOLVIÇÃO EM AÇÃO
DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS.
1. A
independência entre as esferas administrativa, cível (improbidade) e
penal impede, como regra, que a absolvição em ação de improbidade
administrativa vincule o juízo criminal.
2. A denúncia oferecida na
ação penal atendeu aos requisitos do art. 41 do Código de Processo
Penal, descrevendo de forma clara e objetiva os fatos, suas
circunstâncias, a qualificação do acusado e a classificação
jurídica, possibilitando o pleno exercício da defesa e revelando a
presença de indícios mínimos de autoria e materialidade, o que
afasta a alegação de ausência de justa causa.
3. O trancamento da
ação penal pela via do habeas corpus constitui medida excepcional,
somente cabível quando demonstradas, de plano e sem necessidade de
dilação probatória, a atipicidade da conduta, a ausência de indícios
mínimos de autoria e materialidade, a incidência de causa extintiva
da punibilidade ou a manifesta inépcia da denúncia, hipóteses não
configuradas no caso em exame.
4. Recurso ordinário improvido.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça,
em Sessão Virtual de 16/04/2026 a 22/04/2026, por unanimidade, negar
provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro
Relator.
Os Srs. Ministros Rogerio Schietti Cruz, Carlos Pires
Brandão e Og Fernandes votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu
o julgamento o Sr. Ministro Carlos Pires Brandão.
Não participou do
julgamento o Sr. Ministro Antonio Saldanha Palheiro.
Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.