STJ — 2156673

Classe: AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIALÓrgão: SEGUNDA TURMARelator: MARCO AURÉLIO BELLIZZEData do julgamento: 2026-06-03Data da publicação: 2026-06-10

Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: 2422a61144bf413b6ad247d48edaad0282d8a8e7c48027192a86b15aee368c46

Origem do registro no STJ

Conjunto de dados oficial do STJ

Identificador na fonte
1435189
Número de registro na fonte
202402516138
Coleta informada no registro
2026-09-17T12:41:58Z

Registro público original completo (JSON)

Contexto jurídico e comentários autorais

Agravo interno: levar a decisão do relator ao colegiado

Tema documentado no texto da fonte

Agravo interno é o recurso cabível contra decisão proferida pelo relator, dirigido ao respectivo órgão colegiado do tribunal. Sua função é preservar o julgamento colegiado: como a lei permite ao relator decidir sozinho em várias hipóteses, é preciso um caminho para que a turma ou a câmara reveja essa decisão.

Trecho de Agravo interno: levar a decisão do relator ao colegiado · Abertura · Rafael Toledo.

Âncoras do vínculo: agravo, interno.

Fontes e integridade deste vínculo
  • HTML autoral publicado: 6f0e711749730f56b29aaa149756359d72692bc7c67fec2be44880f81f379d7c
  • Registro documental: 2422a61144bf413b6ad247d48edaad0282d8a8e7c48027192a86b15aee368c46
  • Campo documental: /ementa

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Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.

Assunto e questão jurídica conforme a ementa oficial

AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. AGENTE DE SAÚDE. EXPOSIÇÃO DESPROTEGIDA A DDT. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE CONHECEU EM PARTE DO RECURSO ESPECIAL E, NESSA EXTENSÃO, NEGOU PROVIMENTO. INSURGÊNCIA DA UNIÃO. IMPROCEDÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.

Fundamentos transcritos da ementa — itens numerados pelo STJ

  1. O agravo interno se insurge unicamente contra os fundamentos que afastaram a prescrição e reconheceram o dano moral.
  2. A Corte de origem, soberana na análise do acervo fático-probatório, concluiu expressamente pela inexistência de elementos nos autos que permitissem firmar uma data precisa para a ciência inequívoca do autor sobre os malefícios da exposição ao DDT. A pretensão da agravante de reverter essa conclusão e fixar um marco inicial prescricional diverso demandaria, necessariamente, o reexame de fatos e provas, providência vedada em recurso especial pelo óbice da Súmula n. 7/STJ.
  3. Com relação ao dano moral, a tese da agravante de que a condenação se baseou em dano moral presumido não se sustenta. O Tribunal de origem, com base nos documentos e em exame toxicológico juntado aos autos, concluiu pela efetiva comprovação da exposição desprotegida e da contaminação do organismo do autor, o que, por si só, configura o dano moral indenizável, consistente na angústia e no sofrimento decorrentes da ciência de portar substância tóxica no corpo.
  4. A revisão da conclusão do Tribunal a quo sobre a configuração do dano moral e do nexo de causalidade encontra óbice na Súmula n. 7/STJ. Ademais, o acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência pacífica desta Corte Superior, no sentido de que a ciência da contaminação por substância nociva, comprovada por laudo, gera sofrimento psíquico passível de reparação. Incidência da Súmula n. 83/STJ.
  5. Agravo interno desprovido.

Trechos literais, sem inferência de tese ou aplicação automática ao caso de terceiros.

Ementa

AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. AGENTE DE SAÚDE. EXPOSIÇÃO DESPROTEGIDA A DDT. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE CONHECEU EM PARTE DO RECURSO ESPECIAL E, NESSA EXTENSÃO, NEGOU PROVIMENTO. INSURGÊNCIA DA UNIÃO. IMPROCEDÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. O agravo interno se insurge unicamente contra os fundamentos que afastaram a prescrição e reconheceram o dano moral. 2. A Corte de origem, soberana na análise do acervo fático-probatório, concluiu expressamente pela inexistência de elementos nos autos que permitissem firmar uma data precisa para a ciência inequívoca do autor sobre os malefícios da exposição ao DDT. A pretensão da agravante de reverter essa conclusão e fixar um marco inicial prescricional diverso demandaria, necessariamente, o reexame de fatos e provas, providência vedada em recurso especial pelo óbice da Súmula n. 7/STJ. 3. Com relação ao dano moral, a tese da agravante de que a condenação se baseou em dano moral presumido não se sustenta. O Tribunal de origem, com base nos documentos e em exame toxicológico juntado aos autos, concluiu pela efetiva comprovação da exposição desprotegida e da contaminação do organismo do autor, o que, por si só, configura o dano moral indenizável, consistente na angústia e no sofrimento decorrentes da ciência de portar substância tóxica no corpo. 4. A revisão da conclusão do Tribunal a quo sobre a configuração do dano moral e do nexo de causalidade encontra óbice na Súmula n. 7/STJ. Ademais, o acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência pacífica desta Corte Superior, no sentido de que a ciência da contaminação por substância nociva, comprovada por laudo, gera sofrimento psíquico passível de reparação. Incidência da Súmula n. 83/STJ. 5. Agravo interno desprovido.

Dispositivo transcrito

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 28/05/2026 a 03/06/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Teodoro Silva Santos, Afrânio Vilela, Francisco Falcão e Maria Thereza de Assis Moura votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Teodoro Silva Santos.

Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.