STJ — 1360837
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: 1d1bc57bb802772f05b8d47d6e2a19c8379590738c68b8b69af772d840d1845d
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Ementa
PROCESSO CIVIL. DIREITO AMBIENTAL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM
RECURSO ESPECIAL. LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO. NÃO
OCORRÊNCIA. REVISÃO. IMPOSSIBILIDADE. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
SÚMULA 7/STJ. HONORÁRIOS ARBITRADOS NA VIGÊNCIA DO CPC DE 1973.
JUÍZO DE EQUIDADE. DESNECESSIDADE DE OS PERCENTUAIS SEREM ADSTRITOS
AO COMANDO DO ART. 20, § 3º, DO CPC DE 1973.
1. O Tribunal de origem entendeu que não há litisconsorte passivo
necessário, uma vez que a única legitimada para figurar no polo da
ação seria a autarquia que aplicou a pena de multa. Entendimento
diverso, conforme pretendido, implicaria o reexame do contexto
fático-probatório dos autos. Sendo assim, incide no presente caso a
Súmula 7 do STJ, segundo a qual "a pretensão de simples reexame de
prova não enseja recurso especial".
2. O acórdão que inverteu o julgado e condenou no pagamento da verba
sucumbencial foi publicado na vigência do Código de Processo Civ il
de 1973, motivo pelo qual os honorários advocatícios devem obedecer
ao regramento anterior.
3. O entendimento firmado pela Corte Especial do STJ, segundo o
qual, nas hipóteses do § 4º do art. 20 do CPC de 1973 - dentre as
quais estão compreendidas as causas em que for vencida a Fazenda
Pública, como no caso dos autos -, "a verba honorária deve ser
fixada mediante apreciação equitativa do magistrado, sendo que,
nessas hipóteses, a fixação de honorários de advogado não está
adstrita aos percentuais constantes do § 3º do art. 20 do CPC/1973"
(EREsp 637.905/RS, Ministra Eliana Calmon, DJe 21/8/2006).
4. Agravo interno a que se nega provimento.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da PRIMEIRA TURMA do Superior
Tribunal de Justiça, em sessão virtual de 24/10/2023 a 30/10/2023,
por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do
Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Benedito Gonçalves, Sérgio Kukina, Regina Helena
Costa e Gurgel de Faria votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Paulo Sérgio Domingues.
Referências legislativas identificadas
Outras decisões e processos do mesmo assunto
Relacionados por códigos TPU ou citações LexML coincidentes, não por resultado presumido.
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