Quadro documental do acórdão — seções literais do STJ
Transcrição dos títulos e fundamentos expressamente delimitados na ementa oficial, sem síntese ou tese criada por IA.
I. Caso em exame
1. Agravo regimental interposto pelo Ministério
Público Federal contra decisão monocrática que conheceu do agravo
para dar provimento ao recurso especial, impronunciando o acusado.
II. Questão em discussão
2. A questão em discussão consiste em saber
se há indícios claros e convincentes da autoria delitiva que
justifiquem a pronúncia do réu, conforme o artigo 413 do Código de
Processo Penal.
III. Razões de decidir
3. A jurisprudência do Superior Tribunal de
Justiça estabelece que depoimentos extrajudiciais não ratificados em
juízo não possuem força probatória suficiente para embasar a
pronúncia, sendo necessária a confirmação sob o crivo do
contraditório e ampla defesa.
4. O acórdão recorrido reconhece que grande parte dos elementos
apontados contra o agravante deriva de interrogatórios e informações
colhidas na fase inquisitorial, sem corroboração suficiente em
juízo.
5. A pronúncia exige que a imputação esteja fortemente corroborada,
com alto grau de probabilidade, por provas claras e convincentes,
sem lacunas relevantes no conjunto probatório.
6. Diante da fragilidade das provas e da ausência de indícios claros
e convincentes de autoria, é de rigor a impronúncia do acusado nos
termos do art. 414 do Código de Processo Penal.
IV. Dispositivo e tese
7. Agravo improvido.
Tese de julgamento: "1. Depoimentos extrajudiciais não ratificados
em juízo não possuem força probatória suficiente para embasar a
pronúncia. 2. A pronúncia exige que a imputação esteja fortemente
corroborada, com alto grau de probabilidade, por provas claras e
convincentes. 3. A ausência de indícios claros e convincentes de
autoria justifica a impronúncia do acusado."
Dispositivos relevantes citados: CPP, arts. 155, 156, 413 e 414.
Jurisprudência relevante citada: STJ, AREsp 2.236.994/SP, Rel. Min.
Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 21.11.2023; STJ, REsp
2.091.647/DF, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado
em 26.09.2023.
Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. PRONÚNCIA.
INSUFICIÊNCIA DE PROVAS. AGRAVO IMPROVIDO.
I. Caso em exame
1. Agravo regimental interposto pelo Ministério
Público Federal contra decisão monocrática que conheceu do agravo
para dar provimento ao recurso especial, impronunciando o acusado.
II. Questão em discussão
2. A questão em discussão consiste em saber
se há indícios claros e convincentes da autoria delitiva que
justifiquem a pronúncia do réu, conforme o artigo 413 do Código de
Processo Penal.
III. Razões de decidir
3. A jurisprudência do Superior Tribunal de
Justiça estabelece que depoimentos extrajudiciais não ratificados em
juízo não possuem força probatória suficiente para embasar a
pronúncia, sendo necessária a confirmação sob o crivo do
contraditório e ampla defesa.
4. O acórdão recorrido reconhece que grande parte dos elementos
apontados contra o agravante deriva de interrogatórios e informações
colhidas na fase inquisitorial, sem corroboração suficiente em
juízo.
5. A pronúncia exige que a imputação esteja fortemente corroborada,
com alto grau de probabilidade, por provas claras e convincentes,
sem lacunas relevantes no conjunto probatório.
6. Diante da fragilidade das provas e da ausência de indícios claros
e convincentes de autoria, é de rigor a impronúncia do acusado nos
termos do art. 414 do Código de Processo Penal.
IV. Dispositivo e tese
7. Agravo improvido.
Tese de julgamento: "1. Depoimentos extrajudiciais não ratificados
em juízo não possuem força probatória suficiente para embasar a
pronúncia. 2. A pronúncia exige que a imputação esteja fortemente
corroborada, com alto grau de probabilidade, por provas claras e
convincentes. 3. A ausência de indícios claros e convincentes de
autoria justifica a impronúncia do acusado."
Dispositivos relevantes citados: CPP, arts. 155, 156, 413 e 414.
Jurisprudência relevante citada: STJ, AREsp 2.236.994/SP, Rel. Min.
Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 21.11.2023; STJ, REsp
2.091.647/DF, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado
em 26.09.2023.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar
provimento ao agravo regimental.
Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Joel Ilan Paciornik,
Messod Azulay Neto e Carlos Cini Marchionatti (Desembargador
Convocado TJRS) votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Messod Azulay Neto.
Jurisprudência citada no registro do STJ
(PRONÚNCIA - CERTEZA DA MATERIALIDADE - COMPROVAÇÃO DA AUTORIA)
STJ - <<REsp 2091647>>-DF, <<AREsp 2236994>>-SP
Referências legislativas textuais na fonte
LEG:FED DEL:003689 ANO:1941
***** CPP-41 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL
ART:00155
Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.
Casos reais relacionados: semelhanças e diferenças documentais
Relações por códigos oficiais TPU ou referências LexML coincidentes. Coincidências de campos não demonstram identidade da causa, do mérito ou do resultado e não são aconselhamento jurídico. Classes, tribunais e órgãos distintos são diferenças observáveis.
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