O que fazer após o indeferimento da gratuidade

Por · Revisão: Rafael Toledo · Atualizado em 2026-08-06 · 3 fontes oficiais verificadas

Uma decisão negativa exige leitura imediata: verifique se o juiz apenas pediu documentos, se indeferiu a gratuidade ou se a revogou depois de já concedida. Cada situação produz providência diferente. O prazo é contado a partir da intimação válida e pode variar conforme o ato e o procedimento, por isso não se deve esperar cobrança posterior para buscar orientação.

Antes de negar por dúvida, o juiz deve pedir comprovação

O art. 99, § 2º, determina que, havendo elementos contrários, a parte seja chamada a provar os pressupostos antes do indeferimento. Se isso não ocorreu, a ausência de oportunidade é ponto relevante. Se houve intimação e a resposta foi incompleta, o caminho é explicar a lacuna e juntar prova, não alegar apenas que a declaração deveria bastar.

Baixe decisão, certidão de intimação, petição anterior e documentos já enviados. Eles mostram o que foi efetivamente analisado.

Agravo ou apelação dependem do lugar da decisão

O art. 101 prevê agravo de instrumento contra decisão interlocutória que nega ou revoga a gratuidade. Se a questão foi resolvida na sentença, deve ser discutida na apelação. Procedimentos especiais podem ter dinâmica própria, e a contagem do prazo requer identificar o rito. A parte sem representação deve procurar orientação rapidamente.

O recurso precisa enfrentar o motivo concreto e incluir documentos capazes de alterar a conclusão. Repetir texto genérico sem explicar renda, patrimônio ou despesa apontada reduz a utilidade da impugnação.

O preparo fica condicionado à análise do pedido no recurso

Quando a gratuidade é requerida no próprio recurso, o recorrente fica dispensado de comprovar o recolhimento até o relator decidir. Se houver indeferimento, deve ser fixado prazo para pagar. Nas hipóteses do art. 101, confirmada a negativa ou revogação, o relator ou o colegiado determina recolhimento das despesas em cinco dias, sob pena processual prevista na lei.

Não recolher por conta própria sem ler a ordem pode ser desnecessário; ignorar prazo expressamente fixado pode impedir exame do recurso. Guarde comprovante quando houver pagamento.

Concessão parcial pode ser alternativa ao tudo ou nada

Se a decisão reconhece alguma capacidade econômica, peça análise de redução ou parcelamento com orçamento doméstico verificável. O CPC autoriza soluções proporcionais. Um pedido subsidiário bem explicado pode preservar acesso ao processo sem fingir incapacidade total.

Exemplo: a parte consegue pagar a taxa inicial em parcelas, mas não uma perícia integral. Deve demonstrar valores e pedir delimitação, em vez de formular afirmação abstrata de pobreza.

Defensoria pode orientar sem reabrir prazo vencido

Quem atende aos critérios pode procurar a Defensoria competente levando processo completo, intimação e documentos financeiros. A instituição avalia representação e recurso, mas sua procura não suspende automaticamente prazo judicial. Registre o pedido de atendimento e informe a data mais próxima de vencimento.

Se a gratuidade foi revogada por suposta falsidade, esclareça divergências com transparência. Ocultar renda novamente pode agravar a situação e gerar multa e cobrança de despesas.

Perguntas frequentes

Posso fazer novo pedido depois de melhorar a documentação?

Fato novo ou prova complementar pode ser apresentado conforme o momento processual, mas isso não substitui automaticamente o recurso contra decisão já proferida nem reabre prazo vencido.

Proveniência

Onde buscar este serviço

O caminho descrito nesta página é público e não depende de contratação particular. Estes são os canais oficiais de atendimento:

Conteúdos relacionados

Conteúdo informativo. Não substitui a análise individual de um advogado ou da Defensoria Pública sobre o seu caso.