Quadro documental do acórdão — seções literais do STJ
Transcrição dos títulos e fundamentos expressamente delimitados na ementa oficial, sem síntese ou tese criada por IA.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que
manteve o acórdão do Tribunal de Justiça local, o qual confirmou a
condenação do acusado pela prática do crime de tráfico de drogas
(art. 33, caput, e § 4º, da Lei nº 11.343/2006), ao considerar
comprovada a comercialização de cogumelos do gênero Psilocybe
Cubensis, contendo as substâncias proscritas psilocina e
psilocibina, com objetivo de promover seus efeitos alucinógenos.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
1. A questão em discussão consiste em definir se a comercialização
de cogumelos que contenham substância psicotrópica proibida
configura o crime de tráfico de drogas, mesmo que o fungo em si não
esteja expressamente listado na Portaria da ANVISA, e se a decisão
recorrida encontra respaldo na jurisprudência do Superior Tribunal
de Justiça.
III. RAZÕES DE DECIDIR
1. A substância psilocina/psilocibina, de reconhecida ação
alucinógena, consta na Lista F2 do Anexo I da Portaria SVS/MS nº
344/1998, sendo sua produção, venda e difusão proibidas no Brasil,
salvo autorização expressa da ANVISA.
2. A jurisprudência da Quinta Turma do STJ entende que o cultivo e a
comercialização de vegetais que contenham substâncias psicotrópicas
proscritas dependem de prévia autorização legal e demonstração de
necessidade terapêutica específica, o que inexiste no caso.
3. Restou demonstrado que o acusado comercializava os cogumelos por
meio da internet, com ênfase nos efeitos alucinógenos da substância
psicoativa neles contida, e que também mantinha cápsulas com
extratos da substância psilocibina, evidenciando a finalidade
ilícita.
4. A conduta se enquadra na prática de tráfico de drogas, nos termos
do art. 33 da Lei de Drogas, sendo irrelevante que o fungo per se
não esteja listado na norma da ANVISA, bastando que contenha
princípio ativo proscrito e destinado à difusão.
5. A condenação está devidamente fundamentada, conforme evidenciado
no acórdão e ratificado pelo parecer do Ministério Público Federal,
inexistindo qualquer ilegalidade a ser corrigida pela instância
superior.
IV. DISPOSITIVO E TESE
6. Recurso desprovido.
Tese de julgamento:
1. A comercialização de cogumelos contendo substâncias psicotrópicas
proibidas, como psilocina e psilocibina, configura tráfico de
drogas, ainda que o fungo não esteja expressamente listado em norma
reguladora.
2. O tráfico de substância proscrita se consuma com a difusão ou a
intenção de difusão do princípio ativo ilícito, independentemente de
sua pureza ou da forma como se apresenta.
3. A ausência de autorização legal ou regulamentar para o comércio
ou o cultivo de vegetal que contenha substância psicotrópica torna
típica a conduta nos termos do art. 33 da Lei nº 11.343/2006.
Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.
Ementa
DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL.
COMÉRCIO DE FUNGO CONTENDO SUBSTÂNCIA PSICOTRÓPICA PROSCRITA.
PSILOCINA E PSILOCIBINA. FINALIDADE ALUCINÓGENA. AUSÊNCIA DE
AUTORIZAÇÃO LEGAL. CONFIGURAÇÃO DO TRÁFICO DE DROGAS. DECISÃO
MANTIDA. RECURSO DESPROVIDO.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que
manteve o acórdão do Tribunal de Justiça local, o qual confirmou a
condenação do acusado pela prática do crime de tráfico de drogas
(art. 33, caput, e § 4º, da Lei nº 11.343/2006), ao considerar
comprovada a comercialização de cogumelos do gênero Psilocybe
Cubensis, contendo as substâncias proscritas psilocina e
psilocibina, com objetivo de promover seus efeitos alucinógenos.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
1. A questão em discussão consiste em definir se a comercialização
de cogumelos que contenham substância psicotrópica proibida
configura o crime de tráfico de drogas, mesmo que o fungo em si não
esteja expressamente listado na Portaria da ANVISA, e se a decisão
recorrida encontra respaldo na jurisprudência do Superior Tribunal
de Justiça.
III. RAZÕES DE DECIDIR
1. A substância psilocina/psilocibina, de reconhecida ação
alucinógena, consta na Lista F2 do Anexo I da Portaria SVS/MS nº
344/1998, sendo sua produção, venda e difusão proibidas no Brasil,
salvo autorização expressa da ANVISA.
2. A jurisprudência da Quinta Turma do STJ entende que o cultivo e a
comercialização de vegetais que contenham substâncias psicotrópicas
proscritas dependem de prévia autorização legal e demonstração de
necessidade terapêutica específica, o que inexiste no caso.
3. Restou demonstrado que o acusado comercializava os cogumelos por
meio da internet, com ênfase nos efeitos alucinógenos da substância
psicoativa neles contida, e que também mantinha cápsulas com
extratos da substância psilocibina, evidenciando a finalidade
ilícita.
4. A conduta se enquadra na prática de tráfico de drogas, nos termos
do art. 33 da Lei de Drogas, sendo irrelevante que o fungo per se
não esteja listado na norma da ANVISA, bastando que contenha
princípio ativo proscrito e destinado à difusão.
5. A condenação está devidamente fundamentada, conforme evidenciado
no acórdão e ratificado pelo parecer do Ministério Público Federal,
inexistindo qualquer ilegalidade a ser corrigida pela instância
superior.
IV. DISPOSITIVO E TESE
6. Recurso desprovido.
Tese de julgamento:
1. A comercialização de cogumelos contendo substâncias psicotrópicas
proibidas, como psilocina e psilocibina, configura tráfico de
drogas, ainda que o fungo não esteja expressamente listado em norma
reguladora.
2. O tráfico de substância proscrita se consuma com a difusão ou a
intenção de difusão do princípio ativo ilícito, independentemente de
sua pureza ou da forma como se apresenta.
3. A ausência de autorização legal ou regulamentar para o comércio
ou o cultivo de vegetal que contenha substância psicotrópica torna
típica a conduta nos termos do art. 33 da Lei nº 11.343/2006.
Dispositivo transcrito
Jurisprudência citada no registro do STJ
(CULTIVO DE VEGETAIS - SUBSTÂNCIA PROSCRITA)
STJ - <<RHC 195729>>-MS
Referências legislativas textuais na fonte
LEG:FED LEI:011343 ANO:2006
***** LDR-06 LEI DE DROGAS
ART:00033
LEG:FED PRT:000344 ANO:1998
(SECRETARIA DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE - SVS/MS)
Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.
Casos reais relacionados: semelhanças e diferenças documentais
Relações por códigos oficiais TPU ou referências LexML coincidentes. Coincidências de campos não demonstram identidade da causa, do mérito ou do resultado e não são aconselhamento jurídico. Classes, tribunais e órgãos distintos são diferenças observáveis.
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Coincidência literal — Tribunal: STJ
Coincidência literal — Órgão julgador: QUINTA TURMA
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