Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.
AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. LESÃO CORPORAL GRAVE. CÁRCERE
PRIVADO. ESTUPRO. DIVULGAÇÃO DE CENA DE ESTUPRO OU DE CENA DE
ESTUPRO DE VULNERÁVEL, DE CENA DE SEXO OU DE PORNOGRAFIA. VIOLÊNCIA
DOMÉSTICA. USO INDEVIDO DA TÉCNICA DE FUNDAMENTAÇÃO PER RELATIONEM.
INEXISTÊNCIA DE MATERIALIDADE DE ESTUPRO. NECESSIDADE DE
REVOLVIMENTO DE PROVAS. DESCLASSIFICAÇÃO PARA O CRIME DE
IMPORTUNAÇÃO SEXUAL. IMPOSSIBILIDADE. VIOLÊNCIA CONCRETA. AGRAVO
DESPROVIDO.
Fundamentos transcritos da ementa — itens numerados pelo STJ
- O Tribunal de origem demonstra que a sentença indicou provas
substancias e suficientes à condenação do paciente, não havendo se
falar em uso incorreto da técnica de fundamentação per relationem
que, de mais a mais, "é reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal
como legítima e compatível com o disposto no art. 93, IX, da
Constituição Federal" (AgRg no RHC n. 160.743/MG, relator Ministro
João Otávio de Noronha, Quinta Turma, julgado em 17/5/2022, DJe de
20/5/2022).
- Se as instâncias ordinárias, mediante valoração do acervo
probatório produzido nos autos, em especial as declarações da
vítima, entenderam, de forma fundamentada, haver prova da
materialidade e da autoria dos crimes imputados ao paciente,
inviável na célere via do habeas corpus, que exige prova
pré-constituída, pretender conclusão diversa.
- Inviável a desclassificação do crime de estupro para o de
importunação sexual em razão do detalhamento da violência e grave
ameaça no caso concreto, que restaram demonstradas a partir das
provas decorrentes do atendimento médico e da perícia realizada.
- Agravo regimental desprovido.
Trechos literais, sem inferência de tese ou aplicação automática ao caso de terceiros.
Ementa
AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. LESÃO CORPORAL GRAVE. CÁRCERE
PRIVADO. ESTUPRO. DIVULGAÇÃO DE CENA DE ESTUPRO OU DE CENA DE
ESTUPRO DE VULNERÁVEL, DE CENA DE SEXO OU DE PORNOGRAFIA. VIOLÊNCIA
DOMÉSTICA. USO INDEVIDO DA TÉCNICA DE FUNDAMENTAÇÃO PER RELATIONEM.
INEXISTÊNCIA DE MATERIALIDADE DE ESTUPRO. NECESSIDADE DE
REVOLVIMENTO DE PROVAS. DESCLASSIFICAÇÃO PARA O CRIME DE
IMPORTUNAÇÃO SEXUAL. IMPOSSIBILIDADE. VIOLÊNCIA CONCRETA. AGRAVO
DESPROVIDO.
1. O Tribunal de origem demonstra que a sentença indicou provas
substancias e suficientes à condenação do paciente, não havendo se
falar em uso incorreto da técnica de fundamentação per relationem
que, de mais a mais, "é reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal
como legítima e compatível com o disposto no art. 93, IX, da
Constituição Federal" (AgRg no RHC n. 160.743/MG, relator Ministro
João Otávio de Noronha, Quinta Turma, julgado em 17/5/2022, DJe de
20/5/2022).
2. Se as instâncias ordinárias, mediante valoração do acervo
probatório produzido nos autos, em especial as declarações da
vítima, entenderam, de forma fundamentada, haver prova da
materialidade e da autoria dos crimes imputados ao paciente,
inviável na célere via do habeas corpus, que exige prova
pré-constituída, pretender conclusão diversa.
3. Inviável a desclassificação do crime de estupro para o de
importunação sexual em razão do detalhamento da violência e grave
ameaça no caso concreto, que restaram demonstradas a partir das
provas decorrentes do atendimento médico e da perícia realizada.
4. Agravo regimental desprovido.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal
de Justiça, em sessão virtual de 17/10/2023 a 23/10/2023, por
unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Joel Ilan Paciornik,
Messod Azulay Neto e João Batista Moreira (Desembargador convocado
do TRF1) votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Messod Azulay Neto.
Jurisprudência citada no registro do STJ
(FUNDAMENTAÇÃO PER RELATIONEM - POSSIBILIDADE - AUSÊNCIA DE
NULIDADE)
STJ - <<AgRg no RHC 160743>>-MG
(PALAVRA DA VÍTIMA - CRIMES SEXUAIS - VALOR PROBATÓRIO DIFERENCIADO
- CLANDESTINIDADE OU ÀS OCULTAS)
STJ - <<AgRg no AREsp 1784535>>-AM, <<AgRg no REsp 1864590>>-RS
Referências legislativas textuais na fonte
- LEG:FED CFB:****** ANO:1988
***** CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988
ART:00093 INC:00009
Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.