Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.
Assunto e questão jurídica conforme a ementa oficial
PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. EXECUÇÃO. AÇÃO COLETIVA. NÃO HÁ VIOLAÇÃO DOS ARTS. 489 E 1.022 DO CPC DE 2015. ENUNCIADO SUMULAR N. 282 DO STF. SÚMULA N. 7 DO STJ. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. DESPROVIMENTO DO AGRAVO INTERNO. MANUTENÇÃO DA DECISÃO RECORRIDA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. DESPROVIMENTO DO AGRAVO INTERNO. MANUTENÇÃO DA DECISÃO RECORRIDA. I - Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que rejeitou a impugnação ao cumprimento individual da sentença proferida em ação coletiva. No Tribunal a quo, o agravo foi provido. II - Em relação à indicada violação dos…
Ementa
PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. CUMPRIMENTO
DE SENTENÇA. EXECUÇÃO. AÇÃO COLETIVA. NÃO HÁ VIOLAÇÃO DOS ARTS. 489
E 1.022 DO CPC DE 2015. ENUNCIADO SUMULAR N. 282 DO STF. SÚMULA N.
7 DO STJ. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. DESPROVIMENTO DO
AGRAVO INTERNO. MANUTENÇÃO DA DECISÃO RECORRIDA. REEXAME DO CONJUNTO
FÁTICO-PROBATÓRIO. DESPROVIMENTO DO AGRAVO INTERNO. MANUTENÇÃO DA
DECISÃO RECORRIDA.
I - Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que rejeitou a
impugnação ao cumprimento individual da sentença proferida em ação
coletiva. No Tribunal a quo, o agravo foi provido.
II - Em relação à indicada violação dos arts. 489 e 1.022, do
CPC/2015, não assiste razão à parte recorrente. A análise do acórdão
recorrido, em conjunto com a sua decisão integrativa, revela que o
Tribunal de origem adotou fundamentação necessária e suficiente à
solução integral da controvérsia que lhe foi devolvida. Conclui-se,
portanto, que o acórdão recorrido não padeceu de nenhum vício capaz
de ensejar a oposição de embargos de declaração. Sendo assim, a
oposição dos embargos declaratórios teve a sua finalidade
desvirtuada, porquanto caracterizou, apenas, a irresignação da parte
embargante, ora recorrente, em relação à prestação jurisdicional
contrária aos seus interesses. Conforme a pacífica jurisprudência do
Superior Tribunal de Justiça, não ocorre a violação dos arts. 489 e
1.022, todos do CPC/2015, quando as questões discutidas nos autos
são analisadas, mesmo que implicitamente, ou ainda afastadas de
maneira embasada pela Corte Julgadora originária, posto que a mera
insatisfação da parte com o conteúdo da decisão exarada não denota
deficiência na fundamentação decisória, nem autoriza a oposição de
embargos declaratórios. Ainda de acordo com o entendimento
consolidado desta Corte Superior, a violação supramencionada
tampouco ocorre quando, suficientemente fundamentado o acórdão
impugnado, o Tribunal de origem deixa de enfrentar e rebater,
individualmente, cada um dos argumentos apresentados pelas partes,
uma vez que não está obrigado a proceder dessa forma. Nesse sentido,
destaco os seguintes precedentes: AgInt no AREsp n. 2.114.904/RS,
relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em
15/12/2022, DJe de 19/12/2022; REsp n. 1.964.457/RJ, relator
Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, Terceira Turma, julgado em
3/5/2022, DJe de 11/5/2022.
III - Sobre a alegada violação do art. 987, do CPC/2015, verifica-se
que, no acórdão recorrido, não foi analisado o conteúdo do
dispositivo legal, nem foi alvo de pedido de aclaramento nos
embargos de declaração opostos, pelo que carece o recurso do
indispensável requisito do prequestionamento. Incidência do
Enunciado Sumular n. 282 do STF. Não constando do acórdão recorrido
análise sobre a matéria referida no dispositivo legal indicado no
recurso especial, restava ao recorrente pleitear seu exame por meio
de embargos de declaração, a fim de buscar o suprimento da suposta
omissão e provocar o prequestionamento, o que não ocorreu na
hipótese dos autos. Ademais, é cediço que o requisito do
prequestionamento é exigido por esta Corte Superior inclusive nas
matérias de ordem pública. No mesmo sentido: AgInt no AREsp
1.661.808/SP, relator Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira
Turma, julgado em 14/9/2020, DJe 21/9/2020; AgInt no REsp
1.800.628/PE, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda
Turma, julgado em 24/8/2020, DJe 15/9/2020.
IV - No tocante à alegada ocorrência de preclusão lógica e
consumativa, para rever as conclusões da Corte a quo e interpretar
os dispositivos legais indicados como violados, seria necessário o
reexame dos elementos fático-probatórios constantes nos autos, o que
é vedado no âmbito estreito do recurso especial. Incide na hipótese
a Súmula n. 7/STJ. Ainda quanto à limitação subjetiva do título
executivo, a jurisprudência desta Corte Superior é firme no sentido
de que, para modificar a conclusão a que chegou a Corte a quo sobre
o limite e o alcance da coisa julgada na hipótese dos autos, é
necessário reexame de provas, impossível ante o óbice da Súmula n. 7
do STJ. No mesmo sentido: AgInt no AREsp 1.777.064/PR, relator
Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 24/5/2021, DJe
1º/7/2021; AgInt no AgInt no AREsp 1.548.963/RS, relatora Ministra
Assusete Magalhães, Segunda Turma, julgado em 3/5/2021, DJe
6/5/2021.
V - No tocante à alegada ofensa à coisa julgada, a análise recursal
demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório dos autos, o
que se mostra inviável ante a natureza excepcional da via eleita,
consoante o enunciado da Súmula n. 7, do Superior Tribunal de
Justiça. No mesmo sentido: AgInt nos EDcl no AgInt nos EDcl no AREsp
n. 1.754.405/SC, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma,
julgado em 19/6/2023, DJe de 3/7/2023; AgInt no AREsp n.
2.029.698/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma,
julgado em 16/5/2023, DJe de 27/6/2023.
VI - Por fim, quanto à alegada divergência jurisprudencial referente
à ilegitimidade ativa do exequente, é cediço que a análise da
divergência jurisprudencial fica prejudicada se a tese sustentada
esbarra em óbice sumular quando do exame do recurso especial pela
alínea a do permissivo constitucional. No mesmo sentido: AgInt no
AgInt no REsp n. 1.763.586/RS, relator Ministro Gurgel de Faria,
Primeira Turma, julgado em 26/6/2023, DJe de 30/6/2023; AgInt no
AREsp n. 2.234.468/SP, relator Ministro Mauro Campbell Marques,
Segunda Turma, julgado em 29/5/2023, DJe de 1º/6/2023.
VII - Agravo interno improvido.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior
Tribunal de Justiça, em sessão virtual de 16/04/2024 a 22/04/2024,
por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do
Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Herman Benjamin, Mauro Campbell Marques, Teodoro
Silva Santos e Afrânio Vilela votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Afrânio Vilela.
Jurisprudência citada no registro do STJ
(EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - FUNDAMENTAÇÃO SUFICIENTE)
STJ - <<AgInt no AREsp 2114904>>-RS, <<REsp 1964457>>-RJ
(MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA - PREQUESTIONAMENTO)
STJ - <<AgInt no AREsp 1661808>>-SP,
<<AgInt no REsp 1800628>>-PE
(VIOLAÇÃO À COISA JULGADA - SÚMULA 7/STJ)
STJ - <<AgInt nos EDcl no AgInt nos EDcl no AREsp 1754405>>-SC,
<<AgInt no AREsp 2029698>>-SP,
<<AgInt no AREsp 1777064>>-PR,
<<AgInt no AgInt no AREsp 1548963>>-RS
(DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL PREJUDICADA)
STJ - <<AgInt no AgInt no REsp 1763586>>-RS,
<<AgInt no AREsp 2234468>>-SP
Súmulas mencionadas no registro
Referências legislativas textuais na fonte
- LEG:FED SUM:****** ANO:****
***** SUM(STJ) SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
SUM:000007
- LEG:FED LEI:013105 ANO:2015
***** CPC-15 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015
ART:00489 ART:01022
- LEG:FED SUM:****** ANO:****
***** SUM(STF) SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
SUM:000282
Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.