STJ — 919151
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: c4fa7a8e7c9641637eb16517b67d9680bd587c7c5629a73da5da627d5d905209
Registro público original completo (JSON)
Quadro documental do acórdão — seções literais do STJ
Transcrição dos títulos e fundamentos expressamente delimitados na ementa oficial, sem síntese ou tese criada por IA.
I. Caso em exame
1. Agravo regimental interposto pelo Ministério
Público Federal contra decisão monocrática que não conheceu do
habeas corpus substitutivo, mas concedeu a ordem de ofício para
declarar ilícita a busca pessoal realizada em desfavor do paciente,
anulando as provas derivadas e revogando a prisão preventiva.
2. A decisão monocrática fundamentou-se na ausência de fundadas
suspeitas para a busca pessoal, considerando que os elementos
invocados pelos policiais não caracterizavam justa causa para a
abordagem.
II. Questão em discussão
3. A questão em discussão consiste em saber
se havia fundada suspeita que justificasse a busca pessoal realizada
no paciente, considerando os indícios objetivos apresentados, e se
a prisão preventiva está devidamente fundamentada.
III. Razões de decidir
4. A abordagem policial foi justificada por um
conjunto de indícios objetivos, incluindo o rastreamento do celular
furtado, a conduta suspeita do paciente e o histórico da região,
configurando justa causa para a busca pessoal.
5. A concessão da ordem de habeas corpus de ofício não se justifica,
pois a alegação de ilicitude da prova exige análise aprofundada do
contexto fático, incompatível com a via do habeas corpus.
6. A prisão preventiva está devidamente fundamentada, destacando o
risco concreto de reiteração delitiva e a ineficácia de medidas
cautelares diversas.
IV. Dispositivo e tese
7. Agravo provido para afastar a ilicitude da
busca pessoal, reconhecer a validade das provas obtidas e manter a
prisão preventiva do paciente.
Tese de julgamento: "1. A busca pessoal é justificada quando há
fundada suspeita baseada em indícios objetivos. 2. A prisão
preventiva deve ser mantida quando há risco concreto de reiteração
delitiva e ineficácia de medidas cautelares diversas".
Dispositivos relevantes citados: CPP, art. 244.
Jurisprudência relevante citada: STF, HC 234574 AgR, Rel. Min. Luiz
Fux, DJe 11/12/2023; STJ, AgRg no HC 954.665/SC, Rel. Min. Antonio
Saldanha Palheiro, Sexta Turma, j. 4/12/2024; STJ, AgRg no HC
828.991/AL, Rel. Min. Messod Azulay Neto, Quinta Turma, j.
27/11/2023.
Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. AGRAVO REGIMENTAL. BUSCA
PESSOAL. FUNDADA SUSPEITA. INDÍCIOS OBJETIVOS. ABORDAGEM DEVIDAMENTE
JUSTIFICADA. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA. AGRAVO
PROVIDO.
I. Caso em exame
1. Agravo regimental interposto pelo Ministério
Público Federal contra decisão monocrática que não conheceu do
habeas corpus substitutivo, mas concedeu a ordem de ofício para
declarar ilícita a busca pessoal realizada em desfavor do paciente,
anulando as provas derivadas e revogando a prisão preventiva.
2. A decisão monocrática fundamentou-se na ausência de fundadas
suspeitas para a busca pessoal, considerando que os elementos
invocados pelos policiais não caracterizavam justa causa para a
abordagem.
II. Questão em discussão
3. A questão em discussão consiste em saber
se havia fundada suspeita que justificasse a busca pessoal realizada
no paciente, considerando os indícios objetivos apresentados, e se
a prisão preventiva está devidamente fundamentada.
III. Razões de decidir
4. A abordagem policial foi justificada por um
conjunto de indícios objetivos, incluindo o rastreamento do celular
furtado, a conduta suspeita do paciente e o histórico da região,
configurando justa causa para a busca pessoal.
5. A concessão da ordem de habeas corpus de ofício não se justifica,
pois a alegação de ilicitude da prova exige análise aprofundada do
contexto fático, incompatível com a via do habeas corpus.
6. A prisão preventiva está devidamente fundamentada, destacando o
risco concreto de reiteração delitiva e a ineficácia de medidas
cautelares diversas.
IV. Dispositivo e tese
7. Agravo provido para afastar a ilicitude da
busca pessoal, reconhecer a validade das provas obtidas e manter a
prisão preventiva do paciente.
Tese de julgamento: "1. A busca pessoal é justificada quando há
fundada suspeita baseada em indícios objetivos. 2. A prisão
preventiva deve ser mantida quando há risco concreto de reiteração
delitiva e ineficácia de medidas cautelares diversas".
Dispositivos relevantes citados: CPP, art. 244.
Jurisprudência relevante citada: STF, HC 234574 AgR, Rel. Min. Luiz
Fux, DJe 11/12/2023; STJ, AgRg no HC 954.665/SC, Rel. Min. Antonio
Saldanha Palheiro, Sexta Turma, j. 4/12/2024; STJ, AgRg no HC
828.991/AL, Rel. Min. Messod Azulay Neto, Quinta Turma, j.
27/11/2023.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de
Justiça, Prosseguindo no julgamento, por maioria, dar provimento ao
agravo regimental, nos termos do voto do Sr. Ministro Joel Ilan
Paciornik, que lavrará o acórdão.
Votaram com o Sr. Ministro Joel Ilan Paciornik os Srs. Ministros
Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas e Messod Azulay Neto.
Não participou do julgamento o Sr. Ministro Carlos Cini Marchionatti
(Desembargador Convocado TJRS).
Votou vencida a Sra. Ministra Daniela Teixeira.
Jurisprudência citada no registro do STJ
(BUSCA PESSOAL - SUSPEITA DE POSSE DE OBJETO ILÍCITO - FUNDADAS
RAZÕES)
STJ - <<AgRg no HC 954665>>-SC, <<AgRg no HC 828991>>-AL
STF - [[HC-AgR 234574]]
(VOTO VENCIDO - BUSCA PESSOAL - AUSÊNCIA DE FUNDADAS RAZÕES)
STJ - <<AgRg no RHC 180914>>-SP, <<AgRg no HC 922068>>-AM
Referências legislativas textuais na fonte
- LEG:FED DEL:003689 ANO:1941 ***** CPP-41 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL ART:00244
Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.
Referências legislativas identificadas
Casos reais relacionados: semelhanças e diferenças documentais
Relações por códigos oficiais TPU ou referências LexML coincidentes. Classes, tribunais e órgãos distintos são diferenças observáveis, não prova de decisões jurídicas divergentes.
- STJ — 1101523 — AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS · 2026-08-24 · 1 referência(s) em comum
- Órgão julgador: QUINTA TURMA / SEXTA TURMA
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- Classe processual: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS / RECURSO ESPECIAL
- Órgão julgador: QUINTA TURMA / SEXTA TURMA
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- Classe processual: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS / AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL