Ninguém cobra taxa oficial para aprovar o BPC
O INSS não exige depósito, Pix, vale-presente nem pagamento a servidor para analisar ou liberar o BPC. O requerimento nos canais públicos é gratuito. Quem promete aprovação mediante taxa, diz ter acesso a uma “fila especial” ou pede senha gov.br está tentando obter dinheiro ou controlar a identidade digital da vítima. Assistência profissional privada pode ter honorários contratados de forma transparente, mas não compra decisão do INSS. A cobrança deve ser distinguida de uma falsa taxa pública: o resultado depende dos requisitos e das provas, nunca de pagamento por fora.
Sinais comuns antes da fraude
Desconfie de urgência artificial, ameaça de cancelamento imediato, link encurtado, boleto em nome de pessoa física e pedido para compartilhar tela ou instalar aplicativo. Foto de crachá, logotipo do governo e conhecimento de CPF ou endereço não comprovam autenticidade; dados podem vir de vazamentos.
O INSS informa que não liga da Central 135 para pedir dados. Há chamadas oficiais do número (11) 2135-0135 voltadas a confirmar, remarcar ou antecipar atendimento, sem solicitar informações pessoais ou bancárias. Essa exceção não autoriza transferência de dinheiro, código de acesso ou biometria por telefone.
Use apenas o protocolo que você mesmo consulta
Entre no Meu INSS digitando o endereço ou abrindo o aplicativo instalado por loja oficial. Em “Consultar Pedidos”, confira se existe exigência real e leia o texto dentro da tarefa. A Central 135 também confirma andamento. Não confie em captura de tela enviada pelo suposto atendente.
Exigência legítima pede documento ou correção relacionada ao processo e estabelece canal de resposta; não fornece chave Pix para “desbloqueio”. CRAS e CadÚnico também não vendem prioridade. Nunca entregue a terceiros o código recebido por SMS ou a senha da conta gov.br.
Se houve pagamento ou invasão, aja rapidamente
Interrompa o contato, preserve mensagens, números, comprovantes, chave Pix, URLs e nomes utilizados. Avise imediatamente a instituição financeira pelos canais oficiais e pergunte sobre o Mecanismo Especial de Devolução quando a fraude envolveu Pix; o pedido não assegura recuperação, mas rapidez melhora a chance de bloqueio. Registre boletim de ocorrência e altere as credenciais comprometidas.
Na conta gov.br, revise dispositivos e autorizações e ative verificação em duas etapas quando disponível. Depois, consulte o Meu INSS para saber se foram abertos requerimentos, representantes ou alterações sem consentimento. Não apague as provas antes de salvá-las.
Consignado e descontos exigem providências próprias
Golpista pode usar os dados para propor consignado ou se passar por agente que “devolve” desconto. Consulte o extrato de empréstimos no Meu INSS. Se aparecer operação desconhecida, conteste pelos canais indicados, bloqueie o benefício para novas contratações e comunique a instituição financeira. A autorização válida não é feita por simples chamada ou gravação de voz.
Para descontos associativos ou crédito indevido, guarde cada competência e protocolo. Consumidor.gov.br, Procon, polícia e assistência jurídica podem ser necessários conforme o caso. Não pague nova pessoa para recuperar o primeiro valor sem verificar identidade e contrato; golpes de falsa recuperação exploram justamente quem já foi lesado.
Proveniência
Conteúdo informativo; não substitui a análise individual de um advogado sobre o seu caso.
Onde buscar este serviço
O caminho descrito nesta página é público e não depende de contratação particular. Estes são os canais oficiais de atendimento:
- Defensoria Pública do seu estado ou da União, para orientação e representação jurídica gratuitas a quem não pode pagar advogado.
- Central 135 do INSS, gratuita, para agendamento, andamento de requerimento e informação sobre benefícios.
- CRAS — Centro de Referência de Assistência Social do município, porta de entrada do Cadastro Único e do requerimento assistencial.
Links internos
Conteúdo informativo. Não substitui a análise individual de um advogado ou da Defensoria Pública sobre o seu caso.