Quanto rende a aposentadoria por idade e como chegar ao valor
Antes de dar entrada na aposentadoria por idade, é natural querer saber quanto vai cair na conta todo mês. O cálculo mudou bastante com a reforma de 2019, e a conta que valia para quem se aposentou antes já não descreve o benefício de hoje. Esta página explica, em duas etapas simples, como o INSS chega ao valor: primeiro a média dos seus salários, depois o percentual aplicado sobre ela.
A média é sobre 100% dos salários desde julho de 1994
A primeira etapa é encontrar a média das suas remunerações. Pela regra do art. 26 da Emenda Constitucional 103/2019, essa média considera todos os salários de contribuição a partir de julho de 1994, atualizados monetariamente.
A mudança importante é que a média usa 100% desses salários. Antes da reforma, descartavam-se os vinte por cento menores, o que puxava a média para cima. Agora todos entram, inclusive os salários baixos do início da carreira, o que costuma reduzir o valor final.
O coeficiente parte de 60% e sobe dois pontos por ano
Encontrada a média, aplica-se um percentual sobre ela. A regra começa em 60% e acrescenta dois pontos percentuais para cada ano de contribuição que exceder o tempo mínimo: vinte anos, no caso do homem, e quinze anos, no caso da mulher.
Assim, o homem que se aposenta com exatos vinte anos recebe 60% da média; a mulher com quinze anos, também 60%. Cada ano a mais eleva o coeficiente. Um homem com trinta anos de contribuição, por exemplo, teria 60% acrescidos de vinte pontos, chegando a 80% da média.
Um exemplo numérico para fixar a conta
Suponha uma mulher que se aposenta por idade com vinte anos de contribuição e média de dois mil e quinhentos reais. Ela tem cinco anos acima do piso de quinze, o que soma dez pontos ao coeficiente base de 60%, chegando a 70%.
Aplicando 70% sobre a média de dois mil e quinhentos reais, o benefício ficaria em torno de mil setecentos e cinquenta reais. É um exemplo hipotético apenas para ilustrar a lógica; o valor real depende dos seus salários registrados e da atualização monetária de cada competência.
O piso do salário mínimo, o teto e quando vale conferir
Dois limites emolduram o resultado. Nenhuma aposentadoria por idade pode ser inferior a um salário mínimo, e nenhuma pode superar o teto do INSS vigente. Entre esses extremos, o valor é o que a fórmula indicar.
Como o cálculo depende de cada competência registrada, erros no CNIS derrubam o valor sem que você perceba. Conferir se todos os salários entraram corretamente, e com a atualização certa, é o que garante o benefício justo. Um advogado previdenciário pode revisar esse cálculo antes ou depois da concessão e apontar diferenças a corrigir, com atendimento por meios digitais quando for mais prático para você.
Perguntas frequentes
Contribuir muitos anos além do tempo mínimo realmente aumenta o valor?
Sim. Cada ano de contribuição acima do piso soma dois pontos percentuais ao coeficiente, então quem contribui por mais tempo tende a receber um percentual maior da média. O ganho, porém, depende também do quanto esses anos adicionais elevam ou não a sua média salarial.
Salários baixos no começo da carreira derrubam meu benefício?
Podem influenciar, porque a média agora considera todos os salários desde 1994, sem descartar os menores. Ainda assim, a atualização monetária ameniza o peso das competências antigas, e o efeito varia conforme a proporção entre salários altos e baixos no seu histórico.
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Conteúdo informativo; não substitui a análise individual de um advogado sobre o seu caso.
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