Rotativo ou parcelamento da fatura: o que realmente comparar
Rotativo e parcelamento financiam um saldo que não foi pago, mas produzem fluxos diferentes. O rotativo só pode alcançar o vencimento da fatura seguinte; o parcelamento, quando disponível e contratado, distribui a dívida por prazo definido. A decisão não deve se apoiar apenas no valor da primeira parcela. O dado central é quanto sairá do orçamento no total e se as prestações cabem sem exigir novo crédito.
A oferta de parcelamento não é universal
A Resolução nº 4.549/2017 não obriga toda instituição a apresentar parcelamento. Ela diz que, se o saldo remanescente for financiado dessa forma depois do rotativo, a linha deve ser mais vantajosa que o próprio rotativo, inclusive nos encargos. O emissor também pode oferecer outra modalidade antes do vencimento seguinte.
Não receber uma proposta não permite continuar no rotativo além do prazo. Nesse caso, o titular deve perguntar ao emissor quais opções de liquidação estão disponíveis e como o saldo será tratado.
CET e valor total são melhores que uma taxa isolada
A fatura deve exibir as opções oferecidas com taxa efetiva mensal, taxa anual, Custo Efetivo Total e valor total a pagar. O CET reúne juros, tarifas, tributos e outras despesas da operação. Compare propostas com o mesmo saldo e observe prazo, prestação e soma final.
Multiplicar uma taxa mensal por vários meses não reproduz corretamente juros compostos nem os demais custos. Use a simulação oficial e guarde a versão apresentada antes do aceite.
A parcela precisa caber sem nova rolagem
Uma proposta pode ter custo menor que o rotativo e ainda assim ser inadequada ao orçamento. Confira despesas essenciais, parcelas já contratadas e o limite que ficará disponível. Se a prestação só puder ser paga com outro empréstimo, a troca não resolve o problema de caixa.
Antes da contratação, vale comparar portabilidade ou outra linha, desde que o novo CET seja menor e não haja alongamento que aumente excessivamente o total pago.
Perguntas frequentes
Aceitar parcelamento é obrigatório?
Não. Trata-se de nova operação de crédito e depende da escolha do titular, salvo situação contratual específica válida e previamente informada.
A menor parcela indica a melhor proposta?
Não. Parcela menor pode resultar de prazo maior. Compare CET, quantidade de prestações e valor total a pagar.
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