Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.
PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. PEDIDO DE ABSOLVIÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE. NECESSIDADE DE REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 7/STJ.
Fundamentos transcritos da ementa — itens numerados pelo STJ
- É pacífico na jurisprudência desta Corte Superior que a palavra
da vítima, em harmonia com os demais elementos contidos nos autos,
possui relevante valor em termos de provas, sobretudo no tocante aos
crimes contra a liberdade sexual.
- Na espécie, o recorrente foi condenado pelo crime de estupro de
vulnerável, sendo que o Tribunal a quo demonstrou haver provas
suficientes para lastrear o édito condenatório, notadamente as
declarações da vítima e de testemunhas, colhidas na fase
inquisitorial e confirmadas em juízo, sob o crivo do contraditório.
- Não há falar em ofensa ao art. 155 do CPP, já que a conclusão da
Corte a quo não decorreu apenas de provas colhidas na fase
inquisitorial, mas também das produzidas em juízo, sob o crivo do
contraditório e da ampla defesa.
- Modificar o entendimento do Tribunal de origem no intuito de
absolver o agravante demandaria inevitavelmente o reexame dos
elementos fático-proba tórios, medida vedada em recurso especial, de
acordo com a Súmula n. 7 do STJ.
- Agravo regimental desprovido.
Trechos literais, sem inferência de tese ou aplicação automática ao caso de terceiros.
Ementa
PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. PEDIDO DE ABSOLVIÇÃO.
IMPOSSIBILIDADE. NECESSIDADE DE REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 7/STJ.
1. É pacífico na jurisprudência desta Corte Superior que a palavra
da vítima, em harmonia com os demais elementos contidos nos autos,
possui relevante valor em termos de provas, sobretudo no tocante aos
crimes contra a liberdade sexual.
2. Na espécie, o recorrente foi condenado pelo crime de estupro de
vulnerável, sendo que o Tribunal a quo demonstrou haver provas
suficientes para lastrear o édito condenatório, notadamente as
declarações da vítima e de testemunhas, colhidas na fase
inquisitorial e confirmadas em juízo, sob o crivo do contraditório.
3. Não há falar em ofensa ao art. 155 do CPP, já que a conclusão da
Corte a quo não decorreu apenas de provas colhidas na fase
inquisitorial, mas também das produzidas em juízo, sob o crivo do
contraditório e da ampla defesa.
4. Modificar o entendimento do Tribunal de origem no intuito de
absolver o agravante demandaria inevitavelmente o reexame dos
elementos fático-proba tórios, medida vedada em recurso especial, de
acordo com a Súmula n. 7 do STJ.
5. Agravo regimental desprovido.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Sexta Turma, por unanimidade,
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
A Sra. Ministra Laurita Vaz e o Sr. Ministro Rogerio Schietti Cruz
votaram com o Sr. Ministro Relator.
Ausentes, justificadamente, os Srs. Ministros Sebastião Reis Júnior
e Antonio Saldanha Palheiro.
Jurisprudência citada no registro do STJ
(ESTUPRO DE VULNERÁVEL - ABSOLVIÇÃO - ELEMENTOS PROCESSUAIS DE
CONVICÇÃO INSUFICIENTES - REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO)
STJ - <<AgRg no AREsp 1425970>>-SC,
<<AgRg no AREsp 1329973>>-RS,
<<AgRg no AREsp 1257631>>-MS
Súmulas mencionadas no registro
Referências legislativas textuais na fonte
- LEG:FED SUM:****** ANO:****
***** SUM(STJ) SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
SUM:000007
- LEG:FED DEL:003689 ANO:1941
***** CPP-41 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL
ART:00155
Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.