Passaram-se mais de cinco anos desde a última condenação, então esse fato antigo já não conta mais nada? Na prática, uma condenação anterior pode deixar de gerar reincidência pelo decurso do prazo legal e, ainda assim, continuar pesando na fixação da pena de um novo processo, sob outro rótulo: maus antecedentes.
O REsp 2.061.149 foi julgado pela Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça em 13 de abril de 2026, sob relatoria de Moura Ribeiro, e a ementa oficial organiza a fundamentação em 6 itens numerados. A matéria discutida gira em torno de agravo conhecido. Esta página transcreve o texto oficial do REsp 2.061.149 e mede, em bloco separado, as âncoras em que
Quadro documental do acórdão — seções literais do STJ
Transcrição dos títulos e fundamentos expressamente delimitados na ementa oficial, sem síntese ou tese criada por IA.
I. Caso em exame
1. Trata-se de agravo interposto contra decisão que inadmitiu o
recurso especial, oriundo de acórdão exarado pelo Tribunal de
Justiça do Estado de Minas gerais que, por maioria, ao negar
provimento ao apelo defensivo, manteve a condenação do (ora)
recorrente como incurso nas sanções do art. 33, caput, c/c o art.
40, V, ambos da Lei n. 11.343/2006, à pena privativa de liberdade de
15 (quinze) anos e 02 (dois) meses de reclusão, em regime inicial
fechado, acrescida do pagamento de 1.517 (mil, quinhentos e
dezessete) dias-multa, oportunidade em que, ex vi do art. 387, § 1º,
do CPP, restou mantida sua segregação cautelar.
1.2 Nas razões do recurso especial, fundamentado nas alíneas "a" e
"c" do permissivo constitucional, a Defesa aponta, de forma
cumulativa:
1.2.1 Degeneração (e dissenso jurisprudencial) do art. 64, I, do CP,
c/c o art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006, sob o argumento de que,
condenação definitiva extinta há mais de 20 anos não se presta à
valoração negativa dos maus antecedentes, sob pena de validação da
(inconstitucional) pena de caráter perpétuo. Desta feita, roga pela
neutralização do referido vetor, com a conseguinte concessão do
redutor do tráfico privilegiado em favor do apenado.
1.2.2 Negativa de vigência do art. 65, III, "d", do CP, sob a
alegação de que o sentenciado, por ocasião dos fatos, confessou o
crime perante a autoridade - ainda que de forma "qualificada" -, o
que impunha a atenuante da confissão espontânea, com o consequente
arrefecimento da sanção intermediária imposta.
II. Questões em discussão
2.1 A (primeira) questão em discussão consiste em saber se
condenações definitivas com extinção da punibilidade
perfectibilizada há mais de 10 anos, da data do "novo" crime, podem
(ou não) ser consideradas na valoração negativa dos maus
antecedentes, à luz da vedação constitucional às penas de caráter
perpétuo.
2.2 A (segunda) questão controvertida consiste em definir se a
confissão "qualificada" do agente, ainda que desinfluente no
convencimento do órgão julgador, pode (ou não) - pela inteligência
da Súmula n. 545/STJ - ser reconhecida como circunstância atenuante
e, caso possível, em qual patamar dosimétrico.
2.3 A (terceira) questão em debate consiste em avaliar se o redutor
do tráfico privilegiado pode (ou não) ser afastado, pelo
Estado-julgador, com base no "exclusivo" testemunho policial.
2.4 A (quarta) questão em contenda consiste em discernir se a
(expressiva) quantidade de drogas apreendidas, já valorada
negativamente no incremento da pena-base, e a atuação do agente na
condição de "mula" são suficientes (ou não) para afastar a aplicação
do redutor previsto no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006.
2.5 A (quinta) questão em exame consiste em delimitar se, ainda que
já utilizada a expressiva quantidade de estupefacientes na
exasperação da sanção basilar, a atuação do agente na condição de
"mula", ciente de estar a serviço de organizado grupo criminoso
voltado ao narcotráfico de entorpecedentes, autoriza (ou não) a
modulação da minorante do tráfico privilegiado no coeficiente
mínimo, de 1/6 (um sexto).
2.6 A (sexta) questão em celeuma consiste em saber se a (mera)
transcrição de ementas viabiliza (ou não) - nos contornos
uniformizadores dispostos no art. 926 do CPC c/c o art. 3º do CPP e
o art. 255, § 1.º, do RISTJ - o conhecimento do recurso especial
interposto com base na alínea "c" do permissivo constitucional.
2.7 A (sétima) questão controversa consiste em aquilatar se acórdãos
paradigmas oriundos do julgamento de habeas corpus são hábeis (ou
não) à demonstração de dissenso jurisprudencial, ainda que notório.
III. Razões de decidir
3.1 Em introito, é cediço que a gravidade (concreta) da conduta
delitiva deve manter - com esteio na "teoria das margens"
(discricionaridade regrada) a cargo Estado-juiz e nos princípios da
individualização da pena e da proporcionalidade - simbiótica
correspondência ao apenamento imposto (como uma das ferramentas de
controle e pacificação social), sob a tríade tônica repressora,
preventiva e pedagógica da pena alvitrada pelo legislador, consoante
interpretação sistêmica do art. 59, caput, do CP, c/c os arts. 33,
§ 4º, e 42, ambos da Lei n. 11.343/2006, sob pena de proteção
Estatal insuficiente.
3.1.1 Convém ressalvar (ainda) que tal mister está condicionado ao
indelével dever de fundamentação (concreta e estratificada), na
forma do art. 315 do CPP, c/c o art. 93, IX, da CF/88.
3.2 No tocante à atual exegese dada aos arts. 59, caput, e 64, I,
ambos do CP, é pacífica a jurisprudência pátria, trilhada pela
Suprema Corte - no bojo do RE n. 593.818/SC, bem como no RE n.
1.254.144/SP (Tema n. 150/STF) - e, oportunamente, encampada por
este Sodalício.
3.2.1 Com efeito, ambas as Cortes têm preconizado que, condenações
definitivas atingidas pelo período depurador quinquenal, conquanto
inaptas a gerar os efeitos da reincidência (sistema da
temporariedade), não obstam a configuração dos "maus antecedentes"
(sistema da perenidade), mas desde que sopesados - pelo prisma da
proporcionalidade e adequação - eventual longevidade desarrazoada
destas (superior ao lapso de "dez" anos, entre a respectiva extinção
da punibilidade e a data do novo crime) e ausência de pertinência
temática/gravidade com o crime objeto da lide (RE n. 593.818/SC,
Rel. Min. Roberto Barroso, Tribunal Pleno - Sessão Virtual, julgado
em 18/8/2020).
3.2.2 Em reforço, o Plenário da Suprema Corte - ao enfrentar tal
questão de fundo com repercussão geral reconhecida (Tema n. 786/STF)
- já sufragou ser incompatível com a Carta Ápice/88 a (arrefecida)
tese do "direito ao esquecimento", compreendido pelos juristas como
a possibilidade de se impedir, pela natural passagem do tempo, a
divulgação e/ou produção de efeitos (compreendidos os jurídicos)
sobre fatos, dados ou informações verídicas e licitamente obtidos
por terceiros e publicados, sem qualquer ofensa ao direito
personalíssimo (de estirpe não absoluta) da pessoa envolvida (STF,
RE n. 1.010.606/RJ, Tribunal Pleno - Sessão Virtual, julgado em
11/2/2021).
3.2.3 Na espécie, acerca do alvitrado alijamento do vetor adstrito
aos "maus antecedentes", a Corte estadual consignou: [d]eve
prevalecer a análise desfavorável dos antecedentes criminais do réu,
sobretudo porque, como é cediço, aos antecedentes criminais do
agente não se aplica o lustro depurador previsto no art. 64 do
Estatuto Repressivo.
3.2.4 Todavia, dessume-se, do caso em tela, que houve o transcurso
do lapso de 10 (dez) anos entre a extinção da punibilidade do
(longevo) delito anterior de "receptação" - em 25/04/2002 - e a data
do novo delito, perfectibilizado em 03/12/2022. Imperativa,
portanto, a neutralização dos "antecedentes" criminais do apenado,
sob pena de (desarrazoado) excesso punitivo Estatal.
3.2.5 Desse modo, por remanescer a moduladora encartada no art. 42
da Lei n. 11.343/06, decorrente da apreensão de 83,139 Kg de pasta
base de cocaína e mantidos os parâmetros dosimétricos estabelecidos
na origem, realinha-se a pena-base do recorrente para 09 (nove) anos
de reclusão e 900 (novecentos) dias-multa.
3.3 A Terceira Seção desta Corte Uniformizadora, após maturada
intepretação evolutiva (balizada nos primados da cooperação
processual, da individualização da pena, da legalidade e da boa-fé
objetiva), arrefeceu a inteligência da Súmula n. 545/STJ.
3.3.1 Por se tratar de "ato da parte", de forma a "prescindir" -
pelo teor da (ordinária) dicção do art. 155, caput, do CPP - de
eventual influência no (discricionário) convencimento do
Estado-julgador, a circunstância atenuante da confissão espontânea,
positivada no art. 65, III, "d", do CP, ainda que externada de forma
parcial, qualificada, exclusivamente em solo policial ou, ainda,
retrata em juízo, enseja impositivo abrandamento da sanção penal
(intermediária) cominada ao sentenciado.
3.3.2 Contudo (como na hipótese em exame), quando se tratar de
confissão qualificada se tem como razoável a liquidação da referida
atenuante em patamar distinto - incidente à razão de 1/12 (um doze
avos) - ao (ortodoxo e costumeiro) de 1/6 (um sexto).
3.3.3 Desta feita, diante do apenamento basilar arrefecido em 09
(nove) anos de reclusão e 900 (novecentos) dias-multa, reputa-se por
imperativo, ex vi do art. 65, III, "d", do CP, seu
redimensionamento a 08 (oito) anos e 03 (três) meses de reclusão e
825 (oitocentos e vinte e cinco) dias-multa.
3.4 Sobre o testemunho policial como standard probatório (ex vi do
art. 202 do CP), esta Corte de Uniformização tem preconizado que, as
palavras dos agentes policiais - conquanto gozem, pelo prisma
administrativo, de presunção de veracidade, de imperatividade e
autoexecutoriedade -, para fins de validade e eficácia probatória no
bojo da persecução criminal, devem ser cotejadas e ratificadas,
pela regra da corroboração (corroborative evidence), pelo
Estado-julgador (sob a égide do sistema do livre convencimento
motivado) com as demais provas coligidas aos autos, para fins de
condenação, porquanto despidas de qualquer hierarquia (legal) na
topografia normativa adjacente ou distinção epistemológica, como
ordinário meio probatório.
3.4.1 Delineamento processual que não se coaduna ao caso em
testilha, cuja dedicação habitual (profissional) do réu ao
narcotráfico decorreu, por certo, de mera presunção (prospecção)
pelo órgão julgador.
3.5 A Terceira Seção desta Corte (Tema n. 1.154/STJ), em
interpretação progressiva e sistêmica dos arts. 33, § 4º, e 42,
ambos da Lei n. 11.343/2006, ao julgar o HC n. 725.534/SP e o REsp
n. 1.887.511/SP, assentou que a quantidade, a natureza e eventual
diversidade da droga apreendida (quando despida de demais
peculiaridades do caso concreto) não autoriza, por si só, afastar a
aplicação da minorante do tráfico privilegiado, com esteio em mera
presunção da dedicação (contumaz) do agente em atividades
criminosas, ainda que este tenha atuado na condição de "mula"
(transportador), cooptada [pontualmente] pelo narcotráfico
internacional de drogas, mediante promessa de contraprestação
financeira.
3.5.1 O Pretório Excelso, nessa direção, já teve a oportunidade de
sufragar: [a] quantidade e natureza da droga são circunstâncias que,
apesar de configurarem elementos determinantes na modulação da
causa de diminuição de pena, por si sós, não são aptas a comprovar o
envolvimento com o crime organizado ou a dedicação à atividade
criminosa. Precedentes (HC 192.195-AgR, Segunda Turma, rel. Min.
Cármem Lúcia, J. 11/11/2020, DJe 23/11/2020, grifamos).
3.5.2 Para a Suprema Corte, a inexistência de indicação inequívoca
de dedicação habitual em atividades criminosas ou de envolvimento do
agente em organização criminosa, nos moldes do art. 33, § 4º, da
Lei n. 11.343/2006, demanda a necessidade de elementos concretos e
não indevidas presunções para seu afastamento (HC 198.859-AgR,
Segunda Turma, rel. Min. Nunes Marques, J. 22/08/2021, DJe
30/09/2021, grifamos).
3.5.3 Na espécie, não obstante a apreensão da expressiva quantidade
de 83,139 kg de pasta base de cocaína, já utilizada no incremento da
sanção basilar do apenado (ex vi do art. 42 da Lei de Drogas), o
Tribunal de origem intuiu a contumácia delitiva do agente com arrimo
no (isolado) testemunho policial e em "imprestável" condenação
criminal anterior em seus registros.
3.5.4 Neste cenário, em observância ao brocardo do non bis in idem,
não logra subsistir o (prospectivo) argumento local de que o apenado
se vinculou (de forma não eventual) ao narcotráfico, de modo a
denotar sua (presumida) dedicação à prática criminosa.
3.6 É iterativa a jurisprudência deste Sodalício na esteira de que,
ainda que utilizada a expressiva quantidade de estupefacientes no
incremento da pena-base, a atuação do agente na condição de "mula",
ciente de estar a serviço de organizado grupo criminoso voltado ao
narcotráfico de entorpecedentes, justifica - pelos prismas da
necessidade, adequação e utilidade persecutória - a modulação da
causa especial de diminuição de pena encartada no art. 33, § 4º, da
Lei n. 11.343/2006 no (razoável e proporcional) coeficiente mínimo,
de 1/6 (um sexto), sob pena de proteção Estatal insuficiente.
3.6.1 Nesse panorama, fixada a sanção provisória em 08 (oito) anos e
03 (três) meses de reclusão e 825 (oitocentos e vinte e cinco)
dias-multa, por incidir na terceira fase o redutor do tráfico
privilegiado, à justificada razão mínima, de 1/6 (um sexto),
realinha-se as sanções do apenado para 06 (seis) anos, 10 (dez)
meses e 15 (quinze) dias de reclusão e 687 (seiscentos e oitenta e
sete) dias-multa. Reconhecida, por fim, a majorante prevista no art.
40, V, da Lei n. 11.343/2006, fixada em 1/6 (um sexto) (e-STJ fl.
1.480), redimensiona-se as sanções do recorrente a 08 (oito) anos e
07 (sete) dias de reclusão e 802 (oitocentos e dois) dias-multa,
quantum que se mantém em definitivo, à míngua de outras causas
modificativas do art. 68 do CP.
3.7 Quanto à interposição do apelo raro com espeque na alínea "c" do
permissivo constitucional, é cediço por esta Corte de Uniformização
que a "mera transcrição de ementas" - in casu, ventiladas às e-STJ
fls. 1.539-1.541 - não supre a necessidade de efetivo "cotejo
analítico", o qual exige a reprodução de trechos dos julgados atuais
confrontados, ou supervenientes aos citados na decisão fustigada,
bem como a demonstração das circunstâncias identificadoras, com a
indicação da existência de similitude fática ou de identidade
jurídica entre o acórdão recorrido e os paradigmas indicados, nos
moldes legais e regimentais.
3.7.1 In casu, constata-se que não restou comprovada a divergência
jurisprudencial suscitada, nos contornos uniformizadores dispostos
no art. 926 do CPC c/c o art. 3º do CPP e o art. 255, § 1.º, do
RISTJ.
3.8 Segundo (remansoso) entendimento perfilhado pela Terceira Seção
desta Corte, não se presta, para fins de demonstração de dissenso
jurisprudencial, ainda que notório, acórdãos paradigmas oriundos do
julgamento de habeas corpus.
3.8.1 Com efeito, por tratar-se de ação constitucional (popular)
autônoma de impugnação e de contornos processuais específicos,
manejável por qualquer pessoa (ex vi do art. 654, caput, do CPP) sem
simetria às formalidades do recurso raro uniformizador, preconizado
pelo constituinte originário no art. 105, inciso III, alínea "c",
de fundamentação precipuamente vinculada (restrita), deflui-se que
os arestos paradigmas supraditos - colacionados pelo postulante à
e-STJ fl. 1.541 - carecem de cognosciblidade.
IV. Dispositivo e tese
s
4. Agravo conhecido para conhecer parcialmente do recurso especial
e, nessa extensão, provido, para redimensionar as sanções do
recorrente a 08 (oito) anos e 07 (sete) dias de reclusão e 802
(oitocentos e dois) dias-multa.
Teses de julgamento: "1. Condenações definitivas (longevas e
despidas de pertinência temática) com extinção da punibilidade
perfectibilizada há mais de 10 anos, da data do "novo" crime, não
podem ser consideradas na valoração negativa dos maus antecedentes,
à luz da vedação constitucional às penas de caráter perpétuo. 2. A
confissão espontânea do agente, ainda que "qualificada" e
desinfluente no convencimento do órgão julgador, pode - por se
tratar de ato "da parte" - ser reconhecida como circunstância
atenuante, mas desde que modulada ao razoável patamar de 1/12 (um
doze avos). 3. O redutor do tráfico privilegiado não pode ser
afastado, pelo Estado-julgador, com base no exclusivo testemunho
policial. 4. A (expressiva) quantidade de drogas apreendidas, já
valorada negativamente no incremento da pena-base, e a atuação do
agente na condição de "mula" são insuficientes para afastar a
aplicação do redutor previsto no art. 33, § 4º, da Lei nº
11.343/2006. 5. Ainda que já utilizada a expressiva quantidade de
estupefacientes na exasperação da sanção basilar, a atuação do
agente na condição de "mula", ciente de estar a serviço de
organizado grupo criminoso voltado ao narcotráfico de
entorpecedentes, autoriza a modulação da minorante do tráfico
privilegiado no coeficiente mínimo, de 1/6 (um sexto). 6. A (mera)
transcrição de ementas não viabiliza -nos contornos uniformizadores
dispostos no art. 926 do CPC c/c o art. 3º do CPP e o art. 255, § 1.
º, do RISTJ - o conhecimento do recurso especial interposto com base
na alínea "c" do permissivo constitucional. 7. Acórdãos paradigmas
oriundos do julgamento de habeas corpus não são hábeis à
demonstração de dissenso jurisprudencial, ainda que notório, por
tratar-se de ação constitucional (popular) autônoma de impugnação e
de contornos processuais específicos, manejável por qualquer pessoa,
sem simetria às formalidades do recurso raro uniformizador."
Dispositivos relevantes citados: CP, arts. 59, 64, I, 65, III, "d";
Lei n. 11.343/2006, arts. 33, § 4º, 42; CPP, arts. 155, caput, 202,
654, caput; CPC, 926.
Jurisprudência relevante citada:
1. STF, RE n. 593.818/SC, Rel. Min. Roberto Barroso, Tribunal Pleno
- Sessão Virtual, julgado em 18/8/2020; STF, RE n. 1.254.144/SP,
AgR-EDv, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Tribunal Pleno - Sessão
Virtual de 14/04/2023 a 24.04.2023; STF, RE n. 1.010.606/RJ,
Tribunal Pleno - Sessão Virtual, julgado em 11/2/2021; STJ, AgRg no
AREsp n. 2.379.392/SP, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca,
Quinta Turma, julgado em 8/8/2023, DJe de 14/8/2023; STJ, AgRg no HC
n. 883.914/MG, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta
Turma, julgado em 20/5/2024, DJe de 23/5/2024; STJ, AgRg no AREsp n.
2.483.180/SP, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma,
julgado em 19/3/2024, DJe de 2/4/2024; STJ, AgRg no AREsp n.
2.448.705/SC, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma,
julgado em 14/5/2024, DJe de 20/5/2024; STJ, AgRg no HC n.
921.416/SP, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado
em 2/9/2024, DJe de 6/9/2024.
2. STJ, AREsp n. 2.123.334/MG, relator Ministro Ribeiro Dantas,
Terceira Seção, julgado em 20/6/2024, DJe de 2/7/2024; STJ, AgRg no
HC n. 904.213/PA, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta
Turma, julgado em 27/5/2024, DJe de 3/6/2024; STJ, AgRg no REsp n.
2.096.797/BA, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta
Turma, julgado em 17/6/2024, DJe de 19/6/2024; STJ, AgRg no AgRg no
HC n. 855.152/SP, relator Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta
Turma, julgado em 30/9/2024, DJe de 3/10/2024; STJ, AgRg no REsp n.
2.125.440/SP, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma,
julgado em 17/6/2024, DJe de 19/6/2024; STJ, AgRg no AREsp n.
2.502.220/GO, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta
Turma, julgado em 13/8/2024, DJe de 16/8/2024.
3. STF, 1ª Turma, RHC 108586/DF, ReI. Min. Ricardo Lewandowski, DJe.
08/09/2011; STJ, HC n. 652.284/SC, relator Ministro Reynaldo Soares
da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 27/4/2021, DJe de 3/5/2021;
STJ, RHC n. 64.086/DF, relator Ministro Nefi Cordeiro, relator para
acórdão Ministro Rogerio Schietti Cruz, Terceira Seção, julgado em
23/11/2016, DJe de 9/12/2016; STJ, AgRg no HC n. 851.250/MS, relator
Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 26/2/2024, DJe de
28/2/2024.
4. STF, HC 192.195-AgR, Segunda Turma, rel. Min. Cármem Lúcia, J.
11/11/2020, DJe 23/11/2020; STF, HC 198.859-AgR, Segunda Turma, rel.
Min. Nunes Marques, J. 22/08/2021, DJe 30/09/2021; STJ, AgRg no
AREsp n. 1.838.055/SP, relator Ministro Messod Azulay Neto, Quinta
Turma, julgado em 14/5/2024, DJe de 16/5/2024; STJ, AgRg no REsp n.
2.086.693/SP, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado
em 6/2/2024, DJe de 15/2/2024; STJ, AgRg no AREsp n. 2.331.192/GO,
relator Ministro Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado do TJDFT),
Sexta Turma, julgado em 19/3/2024, DJe de 22/3/2024; STJ, AgRg no
HC n. 864.374/MS, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca,
Quinta Turma, julgado em 11/6/2024, DJe de 17/6/2024.
5. STJ, AgRg no AREsp n. 2.546.698/SP, relator Ministro Sebastião
Reis Júnior, Sexta Turma, julgado em 4/2/2025, DJEN de 13/2/2025;
STJ, AgRg no AREsp n. 2.608.395/SP, relator Ministro Reynaldo Soares
da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 4/2/2025, DJEN de 13/2/2025;
STJ, AgRg no AREsp n. 2.405.912/SP, relator Ministro Jesuíno Rissato
(Desembargador Convocado do TJDFT), Sexta Turma, julgado em
6/8/2024, DJe de 8/8/2024.
6. STJ, AgRg no AREsp n. 2.489.541/SP, relator Ministro Reynaldo
Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 2/4/2024, DJe de
8/4/2024; STJ, AgRg no REsp n. 2.398.933/SP, relator Ministro
Teodoro Silva Santos, Sexta Turma, julgado em 26/2/2024, DJe de
5/3/2024; STJ, AgInt no AREsp n. 2.350.352/SP, relator Ministro
Benedito Gonçalves, Primeira Turma, julgado em 11/3/2024, DJe de
14/3/2024; STJ, AgRg no AREsp n. 1.664.424/MG, relator Ministro
Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 17/9/2024, DJe de
9/10/2024; STJ, REsp n. 1.998.033/PB, relator Ministro Sebastião
Reis Júnior, Sexta Turma, julgado em 8/10/2024, DJe de 14/10/2024.
7. STJ, EDcl no AgRg nos EAREsp 1219729/SP, Rel. Ministro João
Otávio de Noronha, Terceira Seção, DJe 12/11/2020; STJ, AgRg no
AREsp n. 2.779.409/SP, relator Ministro Otávio de Almeida Toledo
(Desembargador Convocado do TJSP), Sexta Turma, julgado em 4/2/2025,
DJEN de 10/2/2025; STJ, REsp n. 2.147.290/PR, relatora Ministra
Daniela Teixeira, Quinta Turma, julgado em 3/12/2024, DJEN de
20/12/2024; STJ, AgRg nos EDcl no AREsp n. 2.509.472/SP, relator
Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 10/9/2024,
DJe de 18/9/2024.
Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.
Ementa
AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PENAL E PROCESSO PENAL. TRÁFICO
INTERESTADUAL DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. PRIMEIRA FASE.
ANTECEDENTES CRIMINAIS. DIREITO PERSONALÍSSIMO AO ESQUECIMENTO.
INAPLICABILIDADE JÁ DECLARADA PELO STF. SISTEMA DA PERPETUIDADE
TEMPERADA. INCIDÊNCIA. PRECEDENTES. SEGUNDA FASE. ATENUANTE DA
CONFISSÃO ESPONTÂNEA. ATO DA PARTE. ARREFECIMENTO DA SÚMULA N.
545/STJ. HIPÓTESE DE CONFISSÃO QUALIFICADA. REDIMENSIONAMENTO
DEVIDO. MODULAÇÃO. JUSTIFICADO PATAMAR DE 1/12 (UM DOZE AVOS).
DEPOIMENTO POLICIAL. STANDARD PROBATÓRIO. NÃO DIFERENCIAÇÃO.
CONFIRMAÇÃO COM OUTROS ELEMENTOS DE CONVICÇÃO. NECESSIDADE.
TRANSPORTE DE EXPRESSIVA QUANTIDADE DE ENTORPECENTES. VALORAÇÃO NA
PRIMEIRA FASE. REDUTOR DO TRÁFICO PRIVILEGIADO. VEDAÇÃO AO
REGRAMENTO DO BIS IN IDEM. VÍNCULO E DEDICAÇÃO HABITUAL DO AGENTE AO
NARCOTRÁFICO. PRESUNÇÃO. DESCABIMENTO. LIQUIDAÇÃO. FRAÇÃO MÍNIMA.
POSSIBILIDADE. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. MERA CITAÇÃO DE EMENTAS.
INSUFICIÊNCIA. NÃO CONHECIMENTO. ACÓRDÃOS PARADIGMAS EM HABEAS
CORPUS. IMPRESTABILIDADE. NÃO COMPROVAÇÃO. RECURSO PARCIALMENTE
CONHECIDO E, NESSA EXTENSÃO, PROVIDO.
I. Caso em exame
1. Trata-se de agravo interposto contra decisão que inadmitiu o
recurso especial, oriundo de acórdão exarado pelo Tribunal de
Justiça do Estado de Minas gerais que, por maioria, ao negar
provimento ao apelo defensivo, manteve a condenação do (ora)
recorrente como incurso nas sanções do art. 33, caput, c/c o art.
40, V, ambos da Lei n. 11.343/2006, à pena privativa de liberdade de
15 (quinze) anos e 02 (dois) meses de reclusão, em regime inicial
fechado, acrescida do pagamento de 1.517 (mil, quinhentos e
dezessete) dias-multa, oportunidade em que, ex vi do art. 387, § 1º,
do CPP, restou mantida sua segregação cautelar.
1.2 Nas razões do recurso especial, fundamentado nas alíneas "a" e
"c" do permissivo constitucional, a Defesa aponta, de forma
cumulativa:
1.2.1 Degeneração (e dissenso jurisprudencial) do art. 64, I, do CP,
c/c o art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006, sob o argumento de que,
condenação definitiva extinta há mais de 20 anos não se presta à
valoração negativa dos maus antecedentes, sob pena de validação da
(inconstitucional) pena de caráter perpétuo. Desta feita, roga pela
neutralização do referido vetor, com a conseguinte concessão do
redutor do tráfico privilegiado em favor do apenado.
1.2.2 Negativa de vigência do art. 65, III, "d", do CP, sob a
alegação de que o sentenciado, por ocasião dos fatos, confessou o
crime perante a autoridade - ainda que de forma "qualificada" -, o
que impunha a atenuante da confissão espontânea, com o consequente
arrefecimento da sanção intermediária imposta.
II. Questões em discussão
2.1 A (primeira) questão em discussão consiste em saber se
condenações definitivas com extinção da punibilidade
perfectibilizada há mais de 10 anos, da data do "novo" crime, podem
(ou não) ser consideradas na valoração negativa dos maus
antecedentes, à luz da vedação constitucional às penas de caráter
perpétuo.
2.2 A (segunda) questão controvertida consiste em definir se a
confissão "qualificada" do agente, ainda que desinfluente no
convencimento do órgão julgador, pode (ou não) - pela inteligência
da Súmula n. 545/STJ - ser reconhecida como circunstância atenuante
e, caso possível, em qual patamar dosimétrico.
2.3 A (terceira) questão em debate consiste em avaliar se o redutor
do tráfico privilegiado pode (ou não) ser afastado, pelo
Estado-julgador, com base no "exclusivo" testemunho policial.
2.4 A (quarta) questão em contenda consiste em discernir se a
(expressiva) quantidade de drogas apreendidas, já valorada
negativamente no incremento da pena-base, e a atuação do agente na
condição de "mula" são suficientes (ou não) para afastar a aplicação
do redutor previsto no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006.
2.5 A (quinta) questão em exame consiste em delimitar se, ainda que
já utilizada a expressiva quantidade de estupefacientes na
exasperação da sanção basilar, a atuação do agente na condição de
"mula", ciente de estar a serviço de organizado grupo criminoso
voltado ao narcotráfico de entorpecedentes, autoriza (ou não) a
modulação da minorante do tráfico privilegiado no coeficiente
mínimo, de 1/6 (um sexto).
2.6 A (sexta) questão em celeuma consiste em saber se a (mera)
transcrição de ementas viabiliza (ou não) - nos contornos
uniformizadores dispostos no art. 926 do CPC c/c o art. 3º do CPP e
o art. 255, § 1.º, do RISTJ - o conhecimento do recurso especial
interposto com base na alínea "c" do permissivo constitucional.
2.7 A (sétima) questão controversa consiste em aquilatar se acórdãos
paradigmas oriundos do julgamento de habeas corpus são hábeis (ou
não) à demonstração de dissenso jurisprudencial, ainda que notório.
III. Razões de decidir
3.1 Em introito, é cediço que a gravidade (concreta) da conduta
delitiva deve manter - com esteio na "teoria das margens"
(discricionaridade regrada) a cargo Estado-juiz e nos princípios da
individualização da pena e da proporcionalidade - simbiótica
correspondência ao apenamento imposto (como uma das ferramentas de
controle e pacificação social), sob a tríade tônica repressora,
preventiva e pedagógica da pena alvitrada pelo legislador, consoante
interpretação sistêmica do art. 59, caput, do CP, c/c os arts. 33,
§ 4º, e 42, ambos da Lei n. 11.343/2006, sob pena de proteção
Estatal insuficiente.
3.1.1 Convém ressalvar (ainda) que tal mister está condicionado ao
indelével dever de fundamentação (concreta e estratificada), na
forma do art. 315 do CPP, c/c o art. 93, IX, da CF/88.
3.2 No tocante à atual exegese dada aos arts. 59, caput, e 64, I,
ambos do CP, é pacífica a jurisprudência pátria, trilhada pela
Suprema Corte - no bojo do RE n. 593.818/SC, bem como no RE n.
1.254.144/SP (Tema n. 150/STF) - e, oportunamente, encampada por
este Sodalício.
3.2.1 Com efeito, ambas as Cortes têm preconizado que, condenações
definitivas atingidas pelo período depurador quinquenal, conquanto
inaptas a gerar os efeitos da reincidência (sistema da
temporariedade), não obstam a configuração dos "maus antecedentes"
(sistema da perenidade), mas desde que sopesados - pelo prisma da
proporcionalidade e adequação - eventual longevidade desarrazoada
destas (superior ao lapso de "dez" anos, entre a respectiva extinção
da punibilidade e a data do novo crime) e ausência de pertinência
temática/gravidade com o crime objeto da lide (RE n. 593.818/SC,
Rel. Min. Roberto Barroso, Tribunal Pleno - Sessão Virtual, julgado
em 18/8/2020).
3.2.2 Em reforço, o Plenário da Suprema Corte - ao enfrentar tal
questão de fundo com repercussão geral reconhecida (Tema n. 786/STF)
- já sufragou ser incompatível com a Carta Ápice/88 a (arrefecida)
tese do "direito ao esquecimento", compreendido pelos juristas como
a possibilidade de se impedir, pela natural passagem do tempo, a
divulgação e/ou produção de efeitos (compreendidos os jurídicos)
sobre fatos, dados ou informações verídicas e licitamente obtidos
por terceiros e publicados, sem qualquer ofensa ao direito
personalíssimo (de estirpe não absoluta) da pessoa envolvida (STF,
RE n. 1.010.606/RJ, Tribunal Pleno - Sessão Virtual, julgado em
11/2/2021).
3.2.3 Na espécie, acerca do alvitrado alijamento do vetor adstrito
aos "maus antecedentes", a Corte estadual consignou: [d]eve
prevalecer a análise desfavorável dos antecedentes criminais do réu,
sobretudo porque, como é cediço, aos antecedentes criminais do
agente não se aplica o lustro depurador previsto no art. 64 do
Estatuto Repressivo.
3.2.4 Todavia, dessume-se, do caso em tela, que houve o transcurso
do lapso de 10 (dez) anos entre a extinção da punibilidade do
(longevo) delito anterior de "receptação" - em 25/04/2002 - e a data
do novo delito, perfectibilizado em 03/12/2022. Imperativa,
portanto, a neutralização dos "antecedentes" criminais do apenado,
sob pena de (desarrazoado) excesso punitivo Estatal.
3.2.5 Desse modo, por remanescer a moduladora encartada no art. 42
da Lei n. 11.343/06, decorrente da apreensão de 83,139 Kg de pasta
base de cocaína e mantidos os parâmetros dosimétricos estabelecidos
na origem, realinha-se a pena-base do recorrente para 09 (nove) anos
de reclusão e 900 (novecentos) dias-multa.
3.3 A Terceira Seção desta Corte Uniformizadora, após maturada
intepretação evolutiva (balizada nos primados da cooperação
processual, da individualização da pena, da legalidade e da boa-fé
objetiva), arrefeceu a inteligência da Súmula n. 545/STJ.
3.3.1 Por se tratar de "ato da parte", de forma a "prescindir" -
pelo teor da (ordinária) dicção do art. 155, caput, do CPP - de
eventual influência no (discricionário) convencimento do
Estado-julgador, a circunstância atenuante da confissão espontânea,
positivada no art. 65, III, "d", do CP, ainda que externada de forma
parcial, qualificada, exclusivamente em solo policial ou, ainda,
retrata em juízo, enseja impositivo abrandamento da sanção penal
(intermediária) cominada ao sentenciado.
3.3.2 Contudo (como na hipótese em exame), quando se tratar de
confissão qualificada se tem como razoável a liquidação da referida
atenuante em patamar distinto - incidente à razão de 1/12 (um doze
avos) - ao (ortodoxo e costumeiro) de 1/6 (um sexto).
3.3.3 Desta feita, diante do apenamento basilar arrefecido em 09
(nove) anos de reclusão e 900 (novecentos) dias-multa, reputa-se por
imperativo, ex vi do art. 65, III, "d", do CP, seu
redimensionamento a 08 (oito) anos e 03 (três) meses de reclusão e
825 (oitocentos e vinte e cinco) dias-multa.
3.4 Sobre o testemunho policial como standard probatório (ex vi do
art. 202 do CP), esta Corte de Uniformização tem preconizado que, as
palavras dos agentes policiais - conquanto gozem, pelo prisma
administrativo, de presunção de veracidade, de imperatividade e
autoexecutoriedade -, para fins de validade e eficácia probatória no
bojo da persecução criminal, devem ser cotejadas e ratificadas,
pela regra da corroboração (corroborative evidence), pelo
Estado-julgador (sob a égide do sistema do livre convencimento
motivado) com as demais provas coligidas aos autos, para fins de
condenação, porquanto despidas de qualquer hierarquia (legal) na
topografia normativa adjacente ou distinção epistemológica, como
ordinário meio probatório.
3.4.1 Delineamento processual que não se coaduna ao caso em
testilha, cuja dedicação habitual (profissional) do réu ao
narcotráfico decorreu, por certo, de mera presunção (prospecção)
pelo órgão julgador.
3.5 A Terceira Seção desta Corte (Tema n. 1.154/STJ), em
interpretação progressiva e sistêmica dos arts. 33, § 4º, e 42,
ambos da Lei n. 11.343/2006, ao julgar o HC n. 725.534/SP e o REsp
n. 1.887.511/SP, assentou que a quantidade, a natureza e eventual
diversidade da droga apreendida (quando despida de demais
peculiaridades do caso concreto) não autoriza, por si só, afastar a
aplicação da minorante do tráfico privilegiado, com esteio em mera
presunção da dedicação (contumaz) do agente em atividades
criminosas, ainda que este tenha atuado na condição de "mula"
(transportador), cooptada [pontualmente] pelo narcotráfico
internacional de drogas, mediante promessa de contraprestação
financeira.
3.5.1 O Pretório Excelso, nessa direção, já teve a oportunidade de
sufragar: [a] quantidade e natureza da droga são circunstâncias que,
apesar de configurarem elementos determinantes na modulação da
causa de diminuição de pena, por si sós, não são aptas a comprovar o
envolvimento com o crime organizado ou a dedicação à atividade
criminosa. Precedentes (HC 192.195-AgR, Segunda Turma, rel. Min.
Cármem Lúcia, J. 11/11/2020, DJe 23/11/2020, grifamos).
3.5.2 Para a Suprema Corte, a inexistência de indicação inequívoca
de dedicação habitual em atividades criminosas ou de envolvimento do
agente em organização criminosa, nos moldes do art. 33, § 4º, da
Lei n. 11.343/2006, demanda a necessidade de elementos concretos e
não indevidas presunções para seu afastamento (HC 198.859-AgR,
Segunda Turma, rel. Min. Nunes Marques, J. 22/08/2021, DJe
30/09/2021, grifamos).
3.5.3 Na espécie, não obstante a apreensão da expressiva quantidade
de 83,139 kg de pasta base de cocaína, já utilizada no incremento da
sanção basilar do apenado (ex vi do art. 42 da Lei de Drogas), o
Tribunal de origem intuiu a contumácia delitiva do agente com arrimo
no (isolado) testemunho policial e em "imprestável" condenação
criminal anterior em seus registros.
3.5.4 Neste cenário, em observância ao brocardo do non bis in idem,
não logra subsistir o (prospectivo) argumento local de que o apenado
se vinculou (de forma não eventual) ao narcotráfico, de modo a
denotar sua (presumida) dedicação à prática criminosa.
3.6 É iterativa a jurisprudência deste Sodalício na esteira de que,
ainda que utilizada a expressiva quantidade de estupefacientes no
incremento da pena-base, a atuação do agente na condição de "mula",
ciente de estar a serviço de organizado grupo criminoso voltado ao
narcotráfico de entorpecedentes, justifica - pelos prismas da
necessidade, adequação e utilidade persecutória - a modulação da
causa especial de diminuição de pena encartada no art. 33, § 4º, da
Lei n. 11.343/2006 no (razoável e proporcional) coeficiente mínimo,
de 1/6 (um sexto), sob pena de proteção Estatal insuficiente.
3.6.1 Nesse panorama, fixada a sanção provisória em 08 (oito) anos e
03 (três) meses de reclusão e 825 (oitocentos e vinte e cinco)
dias-multa, por incidir na terceira fase o redutor do tráfico
privilegiado, à justificada razão mínima, de 1/6 (um sexto),
realinha-se as sanções do apenado para 06 (seis) anos, 10 (dez)
meses e 15 (quinze) dias de reclusão e 687 (seiscentos e oitenta e
sete) dias-multa. Reconhecida, por fim, a majorante prevista no art.
40, V, da Lei n. 11.343/2006, fixada em 1/6 (um sexto) (e-STJ fl.
1.480), redimensiona-se as sanções do recorrente a 08 (oito) anos e
07 (sete) dias de reclusão e 802 (oitocentos e dois) dias-multa,
quantum que se mantém em definitivo, à míngua de outras causas
modificativas do art. 68 do CP.
3.7 Quanto à interposição do apelo raro com espeque na alínea "c" do
permissivo constitucional, é cediço por esta Corte de Uniformização
que a "mera transcrição de ementas" - in casu, ventiladas às e-STJ
fls. 1.539-1.541 - não supre a necessidade de efetivo "cotejo
analítico", o qual exige a reprodução de trechos dos julgados atuais
confrontados, ou supervenientes aos citados na decisão fustigada,
bem como a demonstração das circunstâncias identificadoras, com a
indicação da existência de similitude fática ou de identidade
jurídica entre o acórdão recorrido e os paradigmas indicados, nos
moldes legais e regimentais.
3.7.1 In casu, constata-se que não restou comprovada a divergência
jurisprudencial suscitada, nos contornos uniformizadores dispostos
no art. 926 do CPC c/c o art. 3º do CPP e o art. 255, § 1.º, do
RISTJ.
3.8 Segundo (remansoso) entendimento perfilhado pela Terceira Seção
desta Corte, não se presta, para fins de demonstração de dissenso
jurisprudencial, ainda que notório, acórdãos paradigmas oriundos do
julgamento de habeas corpus.
3.8.1 Com efeito, por tratar-se de ação constitucional (popular)
autônoma de impugnação e de contornos processuais específicos,
manejável por qualquer pessoa (ex vi do art. 654, caput, do CPP) sem
simetria às formalidades do recurso raro uniformizador, preconizado
pelo constituinte originário no art. 105, inciso III, alínea "c",
de fundamentação precipuamente vinculada (restrita), deflui-se que
os arestos paradigmas supraditos - colacionados pelo postulante à
e-STJ fl. 1.541 - carecem de cognosciblidade.
IV. Dispositivo e tese
s
4. Agravo conhecido para conhecer parcialmente do recurso especial
e, nessa extensão, provido, para redimensionar as sanções do
recorrente a 08 (oito) anos e 07 (sete) dias de reclusão e 802
(oitocentos e dois) dias-multa.
Teses de julgamento: "1. Condenações definitivas (longevas e
despidas de pertinência temática) com extinção da punibilidade
perfectibilizada há mais de 10 anos, da data do "novo" crime, não
podem ser consideradas na valoração negativa dos maus antecedentes,
à luz da vedação constitucional às penas de caráter perpétuo. 2. A
confissão espontânea do agente, ainda que "qualificada" e
desinfluente no convencimento do órgão julgador, pode - por se
tratar de ato "da parte" - ser reconhecida como circunstância
atenuante, mas desde que modulada ao razoável patamar de 1/12 (um
doze avos). 3. O redutor do tráfico privilegiado não pode ser
afastado, pelo Estado-julgador, com base no exclusivo testemunho
policial. 4. A (expressiva) quantidade de drogas apreendidas, já
valorada negativamente no incremento da pena-base, e a atuação do
agente na condição de "mula" são insuficientes para afastar a
aplicação do redutor previsto no art. 33, § 4º, da Lei nº
11.343/2006. 5. Ainda que já utilizada a expressiva quantidade de
estupefacientes na exasperação da sanção basilar, a atuação do
agente na condição de "mula", ciente de estar a serviço de
organizado grupo criminoso voltado ao narcotráfico de
entorpecedentes, autoriza a modulação da minorante do tráfico
privilegiado no coeficiente mínimo, de 1/6 (um sexto). 6. A (mera)
transcrição de ementas não viabiliza -nos contornos uniformizadores
dispostos no art. 926 do CPC c/c o art. 3º do CPP e o art. 255, § 1.
º, do RISTJ - o conhecimento do recurso especial interposto com base
na alínea "c" do permissivo constitucional. 7. Acórdãos paradigmas
oriundos do julgamento de habeas corpus não são hábeis à
demonstração de dissenso jurisprudencial, ainda que notório, por
tratar-se de ação constitucional (popular) autônoma de impugnação e
de contornos processuais específicos, manejável por qualquer pessoa,
sem simetria às formalidades do recurso raro uniformizador."
Dispositivos relevantes citados: CP, arts. 59, 64, I, 65, III, "d";
Lei n. 11.343/2006, arts. 33, § 4º, 42; CPP, arts. 155, caput, 202,
654, caput; CPC, 926.
Jurisprudência relevante citada:
1. STF, RE n. 593.818/SC, Rel. Min. Roberto Barroso, Tribunal Pleno
- Sessão Virtual, julgado em 18/8/2020; STF, RE n. 1.254.144/SP,
AgR-EDv, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Tribunal Pleno - Sessão
Virtual de 14/04/2023 a 24.04.2023; STF, RE n. 1.010.606/RJ,
Tribunal Pleno - Sessão Virtual, julgado em 11/2/2021; STJ, AgRg no
AREsp n. 2.379.392/SP, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca,
Quinta Turma, julgado em 8/8/2023, DJe de 14/8/2023; STJ, AgRg no HC
n. 883.914/MG, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta
Turma, julgado em 20/5/2024, DJe de 23/5/2024; STJ, AgRg no AREsp n.
2.483.180/SP, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma,
julgado em 19/3/2024, DJe de 2/4/2024; STJ, AgRg no AREsp n.
2.448.705/SC, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma,
julgado em 14/5/2024, DJe de 20/5/2024; STJ, AgRg no HC n.
921.416/SP, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado
em 2/9/2024, DJe de 6/9/2024.
2. STJ, AREsp n. 2.123.334/MG, relator Ministro Ribeiro Dantas,
Terceira Seção, julgado em 20/6/2024, DJe de 2/7/2024; STJ, AgRg no
HC n. 904.213/PA, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta
Turma, julgado em 27/5/2024, DJe de 3/6/2024; STJ, AgRg no REsp n.
2.096.797/BA, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta
Turma, julgado em 17/6/2024, DJe de 19/6/2024; STJ, AgRg no AgRg no
HC n. 855.152/SP, relator Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta
Turma, julgado em 30/9/2024, DJe de 3/10/2024; STJ, AgRg no REsp n.
2.125.440/SP, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma,
julgado em 17/6/2024, DJe de 19/6/2024; STJ, AgRg no AREsp n.
2.502.220/GO, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta
Turma, julgado em 13/8/2024, DJe de 16/8/2024.
3. STF, 1ª Turma, RHC 108586/DF, ReI. Min. Ricardo Lewandowski, DJe.
08/09/2011; STJ, HC n. 652.284/SC, relator Ministro Reynaldo Soares
da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 27/4/2021, DJe de 3/5/2021;
STJ, RHC n. 64.086/DF, relator Ministro Nefi Cordeiro, relator para
acórdão Ministro Rogerio Schietti Cruz, Terceira Seção, julgado em
23/11/2016, DJe de 9/12/2016; STJ, AgRg no HC n. 851.250/MS, relator
Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 26/2/2024, DJe de
28/2/2024.
4. STF, HC 192.195-AgR, Segunda Turma, rel. Min. Cármem Lúcia, J.
11/11/2020, DJe 23/11/2020; STF, HC 198.859-AgR, Segunda Turma, rel.
Min. Nunes Marques, J. 22/08/2021, DJe 30/09/2021; STJ, AgRg no
AREsp n. 1.838.055/SP, relator Ministro Messod Azulay Neto, Quinta
Turma, julgado em 14/5/2024, DJe de 16/5/2024; STJ, AgRg no REsp n.
2.086.693/SP, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado
em 6/2/2024, DJe de 15/2/2024; STJ, AgRg no AREsp n. 2.331.192/GO,
relator Ministro Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado do TJDFT),
Sexta Turma, julgado em 19/3/2024, DJe de 22/3/2024; STJ, AgRg no
HC n. 864.374/MS, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca,
Quinta Turma, julgado em 11/6/2024, DJe de 17/6/2024.
5. STJ, AgRg no AREsp n. 2.546.698/SP, relator Ministro Sebastião
Reis Júnior, Sexta Turma, julgado em 4/2/2025, DJEN de 13/2/2025;
STJ, AgRg no AREsp n. 2.608.395/SP, relator Ministro Reynaldo Soares
da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 4/2/2025, DJEN de 13/2/2025;
STJ, AgRg no AREsp n. 2.405.912/SP, relator Ministro Jesuíno Rissato
(Desembargador Convocado do TJDFT), Sexta Turma, julgado em
6/8/2024, DJe de 8/8/2024.
6. STJ, AgRg no AREsp n. 2.489.541/SP, relator Ministro Reynaldo
Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 2/4/2024, DJe de
8/4/2024; STJ, AgRg no REsp n. 2.398.933/SP, relator Ministro
Teodoro Silva Santos, Sexta Turma, julgado em 26/2/2024, DJe de
5/3/2024; STJ, AgInt no AREsp n. 2.350.352/SP, relator Ministro
Benedito Gonçalves, Primeira Turma, julgado em 11/3/2024, DJe de
14/3/2024; STJ, AgRg no AREsp n. 1.664.424/MG, relator Ministro
Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 17/9/2024, DJe de
9/10/2024; STJ, REsp n. 1.998.033/PB, relator Ministro Sebastião
Reis Júnior, Sexta Turma, julgado em 8/10/2024, DJe de 14/10/2024.
7. STJ, EDcl no AgRg nos EAREsp 1219729/SP, Rel. Ministro João
Otávio de Noronha, Terceira Seção, DJe 12/11/2020; STJ, AgRg no
AREsp n. 2.779.409/SP, relator Ministro Otávio de Almeida Toledo
(Desembargador Convocado do TJSP), Sexta Turma, julgado em 4/2/2025,
DJEN de 10/2/2025; STJ, REsp n. 2.147.290/PR, relatora Ministra
Daniela Teixeira, Quinta Turma, julgado em 3/12/2024, DJEN de
20/12/2024; STJ, AgRg nos EDcl no AREsp n. 2.509.472/SP, relator
Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 10/9/2024,
DJe de 18/9/2024.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal
de Justiça, em Sessão Virtual de 08/04/2025 a 14/04/2025, por
unanimidade, conhecer parcialmente do recurso e, nessa parte dar-lhe
provimento, nos termos do voto do Sr. Ministro Otávio de Almeida
Toledo (Desembargador Convocado do TJSP).
Os Srs. Ministros Og Fernandes, Sebastião Reis Júnior, Rogerio
Schietti Cruz e Antonio Saldanha Palheiro votaram com o Sr. Ministro
Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Sebastião Reis Júnior.
Jurisprudência citada no registro do STJ
(DOSIMETRIA DA PENA - ANTECEDENTES CRIMINAIS - CONDENAÇÕES
PRETÉRITAS)
STJ - <<AgRg no AREsp 2379392>>-SP, <<AgRg no HC 883914>>-MG,
<<AgRg no AREsp 2483180>>-SP,
<<AgRg no AREsp 2448705>>-SC, <<AgRg no HC 921416>>-SP
STF - [[RE 593818]]-SC, [[RE 1254144]]
(DIREITO AO ESQUECIMENTO)
STF - [[RE 1010606]]-RJ (REPERCUSSÃO GERAL - TEMA(s) 786)
(CONFISSÃO ESPONTÂNEA - APLICAÇÃO DA ATENUANTE)
STJ - <<AREsp 2123334>>-MG, <<AgRg no HC 904213>>-PA,
<<AgRg no REsp 2096797>>-BA
(CIRCUNSTÂNCIA ATENUANTE - CONFISSÃO QUALIFICADA - FRAÇÃO)
STJ - <<AgRg no AgRg no HC 855152>>-SP,
<<AgRg no REsp 2125440>>-SP, <<AgRg no AREsp 2502220>>-GO
(TRÁFICO PRIVILEGIADO - QUANTIDADE E NATUREZA DA DROGA APREENDIDA -
VALORAÇÃO NÃO ISOLADA - OUTRAS CIRCUNSTÂNCIAS)
STJ - <<HC 725534>>-SP, <<REsp 1887511>>-SP,
<<AgRg no AREsp 1838055>>-SP
(TRÁFICO PRIVILEGIADO - QUANTIDADE E NATUREZA DA DROGA - DEDICAÇÃO À
ATIVIDADE CRIMINOSA)
STJ - <<AgRg no AREsp 2331192>>-GO, <<AgRg no HC 864374>>-MS
(TRÁFICO PRIVILEGIADO - ATUAÇÃO NA CONDIÇÃO DE MULA)
STJ - <<AgRg no AREsp 2546698>>-SP,
<<AgRg no AREsp 2608395>>-SP,
<<AgRg no AREsp 2405912>>-SP
Súmulas mencionadas no registro
STJ:545
Referências legislativas textuais na fonte
LEG:FED SUM:****** ANO:****
***** SUM(STJ) SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
SUM:000545
Casos reais relacionados: semelhanças e diferenças documentais
Relações por códigos oficiais TPU ou referências LexML coincidentes. Coincidências de campos não demonstram identidade da causa, do mérito ou do resultado e não são aconselhamento jurídico. Classes, tribunais e órgãos distintos são diferenças observáveis.
STJ — 2207917 — AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL · 2025-09-09 · 3 referência(s) em comum
Coincidência literal — Tribunal: STJ
Classe processual: AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL / AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL
Órgão julgador: SEXTA TURMA / QUINTA TURMA
STJ — 2309621 — AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL · 2025-04-22 · 3 referência(s) em comum
Coincidência literal — Tribunal: STJ
Coincidência literal — Órgão julgador: SEXTA TURMA
Classe processual: AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL / AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
STJ — 884466 — HABEAS CORPUS · 2024-05-15 · 2 referência(s) em comum
Coincidência literal — Tribunal: STJ
Coincidência literal — Órgão julgador: SEXTA TURMA
Classe processual: AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL / HABEAS CORPUS