Direito ao salário do substituído durante a substituição

Por · Revisão: Rafael Toledo · Atualizado em 2026-08-06 · 1 fonte oficial verificada

Salário substituição é o direito do empregado que assume, de forma não eventual, o cargo de outro trabalhador afastado, recebendo enquanto durar essa situação o salário contratual do substituído. É entendimento consolidado na Justiça do Trabalho e se aplica inclusive às substituições por férias.

O que a CLT garante expressamente

A Consolidação trata do empregado chamado a ocupar, em comissão, interinamente ou em substituição eventual ou temporária, cargo diverso do que exerce na empresa. Garante a ele a contagem do tempo naquele serviço e a volta ao cargo anterior quando a situação terminar.

O texto legal cuida da reversão; o direito à remuneração equivalente foi construído a partir dele e do princípio que veda o enriquecimento sem causa. O Código Civil é expresso: quem se enriquece sem justa causa à custa de outrem fica obrigado a restituir.

Eventual não gera o direito

A palavra-chave é a mesma que define o vínculo: eventualidade.

Cobrir a ausência de um colega por dois dias, atender o telefone dele numa tarde ou assinar um documento em caráter excepcional não caracteriza substituição para esse fim. O que gera o direito é assumir o conjunto de atribuições do cargo por período com alguma duração, com a empresa contando com isso.

Férias, licença-maternidade, afastamento por incapacidade e suspensão do contrato são as situações típicas.

A diferença para equiparação e para desvio de função

Três institutos vizinhos costumam ser confundidos:

Os pedidos são distintos e a prova de cada um segue caminho diferente.

O que termina junto com a substituição

O direito é temporário por natureza. Encerrada a substituição, o empregado retorna ao cargo anterior e volta a receber o salário próprio, sem que isso configure redução salarial ilícita.

A diferença paga durante o período integra o salário para efeito de reflexos naquele intervalo, alcançando repouso semanal, décimo terceiro e férias proporcionais correspondentes.

Se a substituição se prolonga indefinidamente e o cargo do substituído deixa de existir, a discussão migra para desvio de função ou para promoção de fato, com fundamentos próprios.

Perguntas frequentes

Substituir o chefe durante as férias dá direito à gratificação de função dele?

O direito reconhecido é ao salário contratual do substituído, o que abrange a parcela paga em razão do cargo enquanto durar a substituição não eventual.

E se o substituto ganha mais que o substituído?

Nesse caso nada muda: o instituto garante o salário do substituído como piso do período, não impõe redução de quem já recebe valor superior.

Proveniência

Onde buscar este serviço

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