Como apostilar um documento brasileiro para uso no exterior

Por · Revisão: Rafael Toledo · Atualizado em 2026-08-06 · 4 fontes oficiais verificadas

A Apostila da Haia simplifica a circulação de documentos públicos entre países participantes da Convenção, mas não transforma qualquer documento em prova automaticamente aceita no exterior. A autoridade apostilante confirma a origem da assinatura, a qualidade em que o signatário atuou e, quando houver, o selo ou carimbo. Ela não examina se o conteúdo é verdadeiro, não substitui tradução e não afasta requisitos materiais do órgão estrangeiro. O primeiro passo é perguntar ao destinatário exatamente qual documento, formato e tradução ele exige.

Confirme se a Convenção se aplica

Verifique nas listas oficiais do CNJ e da Conferência da Haia se o país de destino participa da Convenção e se não existe tratado que dispense a própria apostila. Para documento brasileiro, o apostilamento é feito no Brasil; em regra, documento público estrangeiro deve ser apostilado pela autoridade do país onde foi emitido. Se o destino não adotar a Convenção, consulte o Ministério das Relações Exteriores e a representação do país sobre a legalização aplicável, sem reutilizar tutoriais antigos.

Escolha uma autoridade apostilante autorizada

O CNJ é a autoridade competente no Brasil e delega a emissão a serviços extrajudiciais autorizados. Consulte a lista oficial antes de comparecer. O portador do documento pode solicitar o serviço; não é necessário ser a pessoa mencionada nele apenas por essa razão. Para documento assinado fisicamente, a norma exige a apresentação do original. A serventia confere a assinatura, o cargo ou função do signatário e o selo ou carimbo, quando cabível.

Documento eletrônico pode receber e-Apostila

O sistema brasileiro admite apostila eletrônica para documento eletrônico em formato compatível e assinado eletronicamente. A e-Apostila é reunida ao documento em arquivo único, assinada pela autoridade apostilante e entregue em mídia ou enviada ao endereço eletrônico indicado. Isso é diferente de digitalizar uma folha sem verificar sua origem. Confirme com a serventia se o documento atende ao padrão e preserve o arquivo eletrônico completo para validação no destino.

Tradução, reconhecimento acadêmico e outros requisitos

Apostilar não traduz o texto nem reconhece diploma, habilitação profissional, estado civil ou efeito de uma sentença. O destinatário pode exigir tradução pública, certidão de inteiro teor, documento emitido recentemente ou procedimento próprio de equivalência. A ordem entre tradução e apostila depende do país e do uso; peça instrução escrita ao órgão receptor antes de pagar. Emolumentos seguem a tabela local, e não há prazo ou preço nacional que possa ser prometido para toda serventia. Depois da emissão, use o registro eletrônico indicado na apostila para conferir sua origem.

Perguntas frequentes

A apostila garante que o documento será aceito no exterior?

Não. Ela certifica a origem formal do documento para os fins da Convenção. A autoridade estrangeira ainda pode verificar tradução, prazo de emissão, conteúdo, competência do órgão e requisitos próprios do procedimento em que o documento será usado.

Proveniência

Onde buscar este serviço

O caminho descrito nesta página é público e não depende de contratação particular. Estes são os canais oficiais de atendimento:

Conteúdos relacionados

Conteúdo informativo. Não substitui a análise individual de um advogado ou da Defensoria Pública sobre o seu caso.