Como funciona a cobertura de vidros no seguro do carro

Por · Revisão: Rafael Toledo · Atualizado em 2026-08-06 · 2 fontes oficiais verificadas

Um vidro trincado por uma pedra na estrada ou um retrovisor quebrado em manobra apertada raramente entram na cobertura básica de colisão do seguro auto — na maioria dos contratos, esse tipo de dano depende de uma cobertura adicional específica, contratada e paga à parte, com regras próprias de franquia.

Por que essa cobertura é separada

Peças de vidro (para-brisa, vidros laterais, vigia traseiro), faróis, lanternas e retrovisores compõem um grupo de itens com alta frequência de sinistro e baixo valor médio de reparo comparado a uma colisão — por isso, seguradoras costumam isolar esse risco em cobertura própria, com franquia reduzida em relação à franquia geral do casco, ou até sem franquia em alguns planos.

O que a lei exige sobre essa separação

O art. 9º, § 3º, da Lei 15.040/2024 prevê expressamente que, quando a seguradora garante diferentes interesses e riscos, o contrato deve preencher os requisitos de cada garantia separadamente, de modo que a nulidade ou ineficácia de uma não prejudique as demais — o que respalda juridicamente essa prática de segmentar vidros como cobertura autônoma dentro da mesma apólice. Isso também significa que a ausência dessa cobertura específica não compromete as demais garantias contratadas.

O que verificar antes de acionar

Antes de acionar o seguro para um vidro trincado, vale checar se a cobertura de vidros foi contratada (nem toda apólice básica a inclui), qual a franquia específica dela e se existe rede credenciada de vidraçarias — usar oficina fora da rede pode gerar reembolso menor ou exigir orçamento prévio aprovado pela seguradora.

Quantas vezes é possível acionar essa cobertura

Diferente da cobertura de colisão, que costuma ter poucos limites de utilização anual, a cobertura de vidros em muitos planos tem um número máximo de acionamentos por vigência, justamente por lidar com sinistros de baixo valor e alta frequência. Ultrapassado esse limite, os próximos reparos de vidro no mesmo período ficam por conta do segurado, sem envolver a seguradora.

O que fazer se o dano no vidro comprometer a segurança do carro

Um para-brisa muito trincado pode comprometer a estrutura de proteção do veículo em caso de capotamento, além de configurar infração de trânsito em algumas situações. Nesses casos, vale priorizar o reparo rápido, mesmo que isso signifique usar oficina fora da rede credenciada com reembolso parcial, em vez de aguardar a aprovação formal quando o risco à segurança é evidente.

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