Exoneração no meio do ano: o servidor tem direito ao 13º proporcional?

Por · Revisão: Rafael Toledo · Atualizado em 2026-08-06 · 2 fontes oficiais verificadas

Pedido de exoneração protocolado em agosto, último dia de trabalho marcado para o mês seguinte - e a dúvida que sobra é sobre aquele valor que, no regime celetista, todo mundo conhece como 13º salário. No serviço público ele tem outro nome, mas a lógica de pagamento proporcional existe também.

O que a Lei 8.112/1990 chama de gratificação natalina

O art. 63 da Lei 8.112/1990 corresponde ao 13º salário da iniciativa privada: 1/12 da remuneração do mês de dezembro por mês de exercício no ano, paga integralmente até o dia 20 de dezembro, conforme o art. 64.

A regra específica da exoneração

O art. 65 estabelece que o servidor exonerado recebe a gratificação natalina de forma proporcional aos meses de exercício no ano, calculada sobre a remuneração do mês da própria exoneração - e não sobre a remuneração de dezembro, já que o vínculo termina antes. O pagamento proporcional costuma ocorrer junto com as demais verbas rescisórias do desligamento.

O que não entra no cálculo

O art. 66 determina que a gratificação natalina não é considerada para cálculo de nenhuma outra vantagem pecuniária - ou seja, ela não serve de base para incidência de outros adicionais ou gratificações, funcionando como parcela isolada dentro da remuneração do servidor.

Como conferir o valor pago na exoneração

Para verificar se o proporcional foi calculado corretamente, o servidor deve pegar a remuneração do mês da própria exoneração (não a de dezembro do ano anterior) e multiplicar por 1/12 para cada mês efetivamente trabalhado no ano, incluindo frações iguais ou superiores a quinze dias como mês completo, conforme a prática usual de cálculo dessa gratificação. Divergências no cálculo costumam aparecer quando o órgão usa a remuneração de um mês anterior ao da exoneração, em vez da remuneração do próprio mês de saída.

Perguntas frequentes

Quem foi exonerado em janeiro tem direito a algum valor de gratificação natalina?

Sim, proporcional ao mês trabalhado (1/12), ainda que o vínculo tenha durado poucos dias dentro do mês de janeiro, conforme a regra de proporcionalidade do art. 65.

O 13º proporcional entra no cálculo do imposto de renda?

Sim, a gratificação natalina sofre incidência de imposto de renda e de contribuição previdenciária como qualquer outra parcela remuneratória, ainda que paga de forma proporcional na exoneração.

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