Classe: AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO DE HABEAS CORPUSOrgao: SEXTA TURMARelator: OTÁVIO DE ALMEIDA TOLEDO (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJSP)Data Julgamento: 2025-06-04Data Publicacao: 2025-06-11
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: b33274000eede49b6d251479ff1eb35184e6ff3e7b8f4b518e211897d171ca36
O RHC 160.189 foi julgado pela Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça em 3 de maio de 2022, sob relatoria de Paulo de Tarso Sanseverino, e a ementa oficial organiza a fundamentação em 5 itens numerados. A matéria discutida gira em torno de recurso ordinário em habeas corpus, não colegialidade e perda de objeto. Esta página transcreve o texto oficial
O habeas corpus tem uma característica que confunde quem chega nele pela primeira vez: a exigência formal da lei é mínima, mas o que decide o resultado é a documentação que acompanha a petição. Impetrar sem as peças certas leva, na melhor das hipóteses, a uma decisão que pede informações à autoridade e adia tudo por semanas. Este roteiro descreve o que a
Quadro documental do acórdão — seções literais do STJ
Transcrição dos títulos e fundamentos expressamente delimitados na ementa oficial, sem síntese ou tese criada por IA.
II. Questão em discussão
4. A discussão consiste em saber se há conexão entre os crimes
comuns e o crime eleitoral, de modo a justificar a remessa dos autos
à Justiça Eleitoral.
III. Razões de decidir
5. A serendipidade - ou encontro fortuito de provas - não implica
automaticamente a conexão dos feitos ou a fixação da competência da
Justiça Eleitoral.
6. A alegada conexão entre os crimes comuns e eleitorais não
encontra respaldo nos elementos dos autos, sendo insuficiente a mera
menção a crime eleitoral na denúncia para estabelecer tal conexão.
7. A análise da conexão entre os crimes demandaria revolvimento
fático-probatório, inviável na via do habeas corpus.
IV. Dispositivo e tese
8. Agravo regimental não provido.
Tese de julgamento: 1. A serendipidade não implica automaticamente a
conexão dos feitos ou a fixação da competência da Justiça
Eleitoral. 2. A mera menção a crime eleitoral na denúncia não é
suficiente para estabelecer conexão com crimes comuns. 3. A análise
da conexão entre crimes comuns e eleitorais demanda revolvimento
fático-probatório, inviável na via do habeas corpus.
Dispositivos relevantes citados: CPP, arts. 70, 76, 77, 78, IV, e
80; Lei n. 12.850/2013.Jurisprudência relevante citada: STF, HC
84.908, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJ 10/11/2006; STJ,
AgRg no HC 864.775/SP, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Sexta
Turma, julgado em 23/9/2024, DJe de 25/9/2024; STJ, AgRg no RHC
176.821/MG, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em
24/4/2023, DJe de 27/4/2023.
Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ORDINÁRIO EM
HABEAS CORPUS. CONEXÃO ENTRE CRIMES COMUNS E ELEITORAIS. COMPETÊNCIA
DA JUSTIÇA FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. I. Caso em exame
1. Agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento
a recurso ordinário em habeas corpus, no qual se pleiteava a remessa
dos autos à Justiça Eleitoral sob a alegação de conexão entre
crimes comuns (contrabando e organização criminosa) e crime
eleitoral (compra de votos).
2. O agravante foi denunciado por integrar organização criminosa
transnacional e por contrabando de cigarros, além de responder a
processo na Justiça Eleitoral por compra de votos.
3. A decisão agravada considerou inexistente a conexão entre os
crimes comuns e eleitorais, mantendo a competência da Justiça
Federal.
II. Questão em discussão
4. A discussão consiste em saber se há conexão entre os crimes
comuns e o crime eleitoral, de modo a justificar a remessa dos autos
à Justiça Eleitoral.
III. Razões de decidir
5. A serendipidade - ou encontro fortuito de provas - não implica
automaticamente a conexão dos feitos ou a fixação da competência da
Justiça Eleitoral.
6. A alegada conexão entre os crimes comuns e eleitorais não
encontra respaldo nos elementos dos autos, sendo insuficiente a mera
menção a crime eleitoral na denúncia para estabelecer tal conexão.
7. A análise da conexão entre os crimes demandaria revolvimento
fático-probatório, inviável na via do habeas corpus.
IV. Dispositivo e tese
8. Agravo regimental não provido.
Tese de julgamento: 1. A serendipidade não implica automaticamente a
conexão dos feitos ou a fixação da competência da Justiça
Eleitoral. 2. A mera menção a crime eleitoral na denúncia não é
suficiente para estabelecer conexão com crimes comuns. 3. A análise
da conexão entre crimes comuns e eleitorais demanda revolvimento
fático-probatório, inviável na via do habeas corpus.
Dispositivos relevantes citados: CPP, arts. 70, 76, 77, 78, IV, e
80; Lei n. 12.850/2013.Jurisprudência relevante citada: STF, HC
84.908, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJ 10/11/2006; STJ,
AgRg no HC 864.775/SP, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Sexta
Turma, julgado em 23/9/2024, DJe de 25/9/2024; STJ, AgRg no RHC
176.821/MG, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em
24/4/2023, DJe de 27/4/2023.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal
de Justiça, em Sessão Virtual de 29/05/2025 a 04/06/2025, por
unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Og Fernandes, Sebastião Reis Júnior, Rogerio
Schietti Cruz e Antonio Saldanha Palheiro votaram com o Sr. Ministro
Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Sebastião Reis Júnior.
Referências legislativas textuais na fonte
LEG:FED DEL:003689 ANO:1941
***** CPP-41 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL
ART:00070 ART:00076
Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.
Casos reais relacionados: semelhanças e diferenças documentais
Relações por códigos oficiais TPU ou referências LexML coincidentes. Coincidências de campos não demonstram identidade da causa, do mérito ou do resultado e não são aconselhamento jurídico. Classes, tribunais e órgãos distintos são diferenças observáveis.
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Coincidência literal — Tribunal: STJ
Classe processual: AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO DE HABEAS CORPUS / AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
Órgão julgador: SEXTA TURMA / QUINTA TURMA
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