Classe: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUSÓrgão: QUINTA TURMARelator: DANIELA TEIXEIRAData do julgamento: 2024-12-03Data da publicação: 2024-12-09
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: 42c07e084775cdec4208098fc19d093d52d015b8e28eb800854add74c5da36b3
O habeas corpus tem uma característica que confunde quem chega nele pela primeira vez: a exigência formal da lei é mínima, mas o que decide o resultado é a documentação que acompanha a petição. Impetrar sem as peças certas leva, na melhor das hipóteses, a uma decisão que pede informações à autoridade e adia tudo por semanas. Este roteiro descreve o que a
Quadro documental do acórdão — seções literais do STJ
Transcrição dos títulos e fundamentos expressamente delimitados na ementa oficial, sem síntese ou tese criada por IA.
I. CASO EM EXAME
1. Embargos de declaração opostos contra decisão monocrática em
habeas corpus recebidos como agravo regimental, nos termos do art.
1.024, § 3º, do CPC.
2. O pedido original visava à revogação de prisão preventiva imposta
ao paciente acusado de crime sexual contra menor de 12 anos,
sustentando ausência dos pressupostos legais para a medida e
possibilidade de aplicação de medidas cautelares diversas da prisão.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
3. Há duas questões centrais em discussão:(i) a adequação e
necessidade da prisão preventiva, considerando a gravidade concreta
do delito e os riscos à ordem pública;(ii) a viabilidade de
aplicação de medidas cautelares diversas da prisão previstas no art.
319 do Código de Processo Penal.
III. RAZÕES DE DECIDIR
4. A prisão preventiva está devidamente fundamentada na gravidade
concreta da conduta imputada ao paciente, crime de natureza violenta
e sexual contra menor de idade (estupro de vulnerável), o que
demonstra risco à ordem pública e necessidade de garantia da
instrução criminal.
5. O modus operandi do delito, somado à possibilidade de proximidade
social entre acusado e vítima, agrava os riscos de intimidação ou
revitimização, justificando a manutenção da segregação cautelar.
6. A jurisprudência do STJ é pacífica ao considerar que a prisão
preventiva deve ser reservada aos casos em que as medidas cautelares
alternativas do art. 319 do CPP são insuficientes para garantir a
ordem pública e a aplicação da lei penal, como ocorre no caso
concreto.
7. As instâncias ordinárias analisaram adequadamente os requisitos
previstos no art. 312 do CPP, demonstrando, com base em elementos
concretos, a necessidade da prisão preventiva.
8. O habeas corpus não constitui via adequada para reanálise do
conjunto fático-probatório, salvo em casos de flagrante ilegalidade,
não configurada no presente feito.
IV. DISPOSITIVO
9. Agravo regimental desprovido.
Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBICOS COMO
AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. ESTUPRO DE
VULNERÁVEL. GRAVIDADE CONCRETA DA CONDUTA. MODUS OPERANDI E RISCO DE
INTIMIDAÇÃO À VÍTIMA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. AUSÊNCIA DE
ILEGALIDADE. INSUFICIÊNCIA DE MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS DA PRISÃO.
AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
I. CASO EM EXAME
1. Embargos de declaração opostos contra decisão monocrática em
habeas corpus recebidos como agravo regimental, nos termos do art.
1.024, § 3º, do CPC.
2. O pedido original visava à revogação de prisão preventiva imposta
ao paciente acusado de crime sexual contra menor de 12 anos,
sustentando ausência dos pressupostos legais para a medida e
possibilidade de aplicação de medidas cautelares diversas da prisão.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
3. Há duas questões centrais em discussão:(i) a adequação e
necessidade da prisão preventiva, considerando a gravidade concreta
do delito e os riscos à ordem pública;(ii) a viabilidade de
aplicação de medidas cautelares diversas da prisão previstas no art.
319 do Código de Processo Penal.
III. RAZÕES DE DECIDIR
4. A prisão preventiva está devidamente fundamentada na gravidade
concreta da conduta imputada ao paciente, crime de natureza violenta
e sexual contra menor de idade (estupro de vulnerável), o que
demonstra risco à ordem pública e necessidade de garantia da
instrução criminal.
5. O modus operandi do delito, somado à possibilidade de proximidade
social entre acusado e vítima, agrava os riscos de intimidação ou
revitimização, justificando a manutenção da segregação cautelar.
6. A jurisprudência do STJ é pacífica ao considerar que a prisão
preventiva deve ser reservada aos casos em que as medidas cautelares
alternativas do art. 319 do CPP são insuficientes para garantir a
ordem pública e a aplicação da lei penal, como ocorre no caso
concreto.
7. As instâncias ordinárias analisaram adequadamente os requisitos
previstos no art. 312 do CPP, demonstrando, com base em elementos
concretos, a necessidade da prisão preventiva.
8. O habeas corpus não constitui via adequada para reanálise do
conjunto fático-probatório, salvo em casos de flagrante ilegalidade,
não configurada no presente feito.
IV. DISPOSITIVO
9. Agravo regimental desprovido.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, receberos
embargos de declaração como agravo regimental, ao qual se negar
provimento .
Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Joel Ilan Paciornik e
Messod Azulay Neto votaram com a Sra. Ministra Relatora.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Messod Azulay Neto.
Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Ribeiro Dantas.
Jurisprudência citada no registro do STJ
(PRISÃO PREVENTIVA - REITERAÇÃO DELITIVA - GARANTIA DA ORDEM
PÚBLICA)
STJ - <<AgRg no HC 852221>>-SP, <<AgRg no RHC 187616>>-BA,
<<AgRg no HC 797792>>-BA
Referências legislativas textuais na fonte
LEG:FED LEI:013105 ANO:2015
***** CPC-15 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015
ART:01024 PAR:00003
LEG:FED DEL:003689 ANO:1941
***** CPP-41 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL
ART:00312
Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.
Casos reais relacionados: semelhanças e diferenças documentais
Relações por códigos oficiais TPU ou referências LexML coincidentes. Coincidências de campos não demonstram identidade da causa, do mérito ou do resultado e não são aconselhamento jurídico. Classes, tribunais e órgãos distintos são diferenças observáveis.
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Coincidência literal — Tribunal: STJ
Coincidência literal — Órgão julgador: QUINTA TURMA
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