As formas pelas quais o crédito tributário deixa de existir
Extinção do crédito tributário é o desaparecimento do vínculo obrigacional entre o contribuinte e o fisco. O Código Tributário Nacional traz uma lista, e a leitura prevalente é de que ela é taxativa: só extingue crédito tributário o que estiver ali previsto, com o acréscimo trazido por lei complementar posterior.
A lista do artigo 156
São hipóteses de extinção:
- o pagamento;
- a compensação;
- a transação;
- a remissão;
- a prescrição e a decadência;
- a conversão de depósito em renda;
- o pagamento antecipado e a homologação do lançamento;
- a consignação em pagamento julgada procedente;
- a decisão administrativa irreformável;
- a decisão judicial passada em julgado;
- a dação em pagamento em bens imóveis, na forma e condições estabelecidas em lei.
A última foi acrescentada pela Lei Complementar 104/2001, que também introduziu outros ajustes relevantes no Código.
Extinções que dependem de tempo
Duas hipóteses da lista operam pela passagem do prazo, e a distinção entre elas é decisiva.
A decadência atinge o direito de constituir o crédito pelo lançamento, e o prazo é de cinco anos contados, conforme o caso, do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado ou da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado o lançamento anterior.
A prescrição atinge a ação de cobrança do crédito definitivamente constituído, com prazo de cinco anos contados dessa constituição definitiva, sujeito a interrupção nas hipóteses legais.
Antes do lançamento fala-se em decadência; depois dele, em prescrição.
Extinções que dependem de ato ou decisão
As demais hipóteses pressupõem uma providência concreta.
O pagamento é a forma natural; nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, a extinção se dá com o pagamento antecipado somado à homologação, expressa ou tácita.
A transação e a compensação dependem de lei autorizadora do ente competente, que fixe condições e limites.
A conversão de depósito em renda pressupõe depósito judicial ou administrativo anteriormente feito, e a consignação em pagamento julgada procedente equivale a pagamento desde a data do depósito.
Decisão administrativa irreformável e decisão judicial transitada em julgado extinguem o crédito quando reconhecem sua inexistência ou invalidade.
Perguntas frequentes
Parcelamento extingue o crédito?
Não. O parcelamento suspende a exigibilidade; a extinção só ocorre com o pagamento integral das parcelas.
Dação em pagamento vale para bens móveis?
Não. O Código limita a hipótese a bens imóveis, na forma e nas condições estabelecidas em lei do ente credor.
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