Como a classe de bônus reduz o valor do seguro

Por · Revisão: Rafael Toledo · Atualizado em 2026-08-06 · 2 fontes oficiais verificadas

Quem passa um ano de apólice sem acionar o seguro costuma ver o valor da renovação cair — esse desconto progressivo é o que o mercado chama de classe de bônus, um sistema de bonificação por ausência de sinistro que acompanha o segurado, e não apenas o carro, de uma renovação para outra.

Como o sistema funciona na prática

Cada seguradora organiza suas classes de bônus em uma tabela própria, normalmente progressiva: quanto mais tempo sem sinistro, maior o desconto aplicado ao prêmio na renovação. Não existe uma tabela única fixada em lei federal — o desenho concreto das classes é definido por cada seguradora dentro do contrato, respeitando os princípios gerais da Lei 15.040/2024 sobre transparência contratual.

O que a lei exige sobre a informação ao segurado

As regras de bonificação, quando pactuadas, entram no mesmo dever de clareza contratual do art. 9º, § 1º, da Lei 15.040/2024, que trata dos riscos e das condições do contrato de forma geral. Já o Código de Defesa do Consumidor, no art. 6º, III, garante ao segurado saber, antes de contratar, como sua classe de bônus foi calculada e o que a movimenta. Vale sempre confirmar essas regras nas condições gerais da apólice, já que variam de seguradora para seguradora.

O que pode afetar a classe ao longo do contrato

Em geral, acionar coberturas que envolvem culpa do segurado tende a interromper a progressão da classe de bônus na renovação seguinte, enquanto sinistros sem culpa do segurado (furto, fenômenos da natureza, colisão causada por terceiro identificado) costumam preservar a classe — mas, de novo, a regra exata está na apólice de cada seguradora, e vale conferir antes de decidir se aciona ou não o seguro para um sinistro pequeno.

Por que vale conferir a classe antes de trocar de seguradora

A classe de bônus acompanha o segurado, não o veículo, e por isso costuma ser levada para novas apólices, inclusive em outra seguradora, mediante comprovação do histórico. Antes de aceitar uma cotação nova, vale confirmar se a seguradora está considerando corretamente a classe acumulada — um erro nesse cálculo pode significar pagar um prêmio mais alto do que o devido pelo histórico real de sinistros.

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